Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais da Presidência do Brasil, falou sobre a necessidade de envolver mais países nas negociações para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Durante uma reunião do Brics, ele elogiou as iniciativas de paz, mas disse que as discussões precisam ser mais amplas. Amorim lembrou que Brasil e China já apresentaram propostas para resolver o conflito e mencionou um grupo criado em Nova York para ajudar nas negociações. Ele também destacou que o presidente Lula levará uma mensagem de paz em suas visitas à Rússia e à China. Amorim defendeu uma nova ordem mundial que respeite o direito internacional e evite uma situação de caos global. Ele alertou sobre o aumento dos gastos militares e a falta de recursos para combater a fome e as mudanças climáticas. Além disso, comentou sobre a situação no Oriente Médio, onde a violência tem aumentado, e pediu uma solução justa para o povo palestino. Amorim também abordou o uso da Inteligência Artificial em conflitos, enfatizando a importância de supervisão humana para evitar erros. Ele criticou a desinformação nas redes sociais e a polarização política, pedindo que as empresas de tecnologia respeitem a soberania dos países.
O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, defendeu a multilateralização das negociações de paz na guerra entre Rússia e Ucrânia durante reunião do Brics. Ele destacou que o Brasil e a China propuseram os Entendimentos Comuns de Seis Pontos e que o Grupo de Amigos para a Paz, criado em Nova York, pode contribuir para as discussões.
Amorim ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará uma mensagem de paz em suas visitas à Rússia e à China. Ele alertou que a falta de uma nova ordem multipolar pode levar a uma “ordem internacional anárquica”. O assessor também mencionou que os gastos militares globais atingiram US$ 2,46 trilhões em 2024, enquanto os recursos para combater a fome e a mudança climática são insuficientes.
Conflitos no Oriente Médio
Amorim abordou a situação no Oriente Médio, mencionando a destruição na Faixa de Gaza após os ataques do grupo terrorista Hamas a Israel. Ele afirmou que as matanças indiscriminadas e o bloqueio à ajuda humanitária chocam a consciência da humanidade. O assessor apoiou os esforços de negociação para um cessar-fogo em Gaza.
Além disso, Amorim discutiu o uso da Inteligência Artificial em conflitos, enfatizando a necessidade de supervisão humana sobre armas autônomas. Ele alertou que a responsabilidade por mortes de inocentes não pode ser transferida para máquinas. O assessor também destacou a polarização política e a desinformação nas redes sociais, que agravam tensões sociais.
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