O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou uma investigação judicial sobre alegações de interferência política na acusação de crimes do apartheid. Essa decisão vem após um grupo de 25 famílias e sobreviventes processar o governo, reclamando da falta de justiça. A Comissão de Verdade e Reconciliação, criada em 1996, revelou muitos crimes da era do apartheid, mas poucos casos foram levados a julgamento. A nova investigação é resultado de discussões em um processo judicial e busca esclarecer as alegações de que governos anteriores não investigaram adequadamente esses crimes. Entre os demandantes está o filho de um ativista que foi assassinado por forças de segurança em 1985. Críticos afirmam que o partido no poder, o Congresso Nacional Africano, fez um acordo secreto com o antigo governo para evitar processos, o que a ANC nega. O governo reconheceu que as alegações de influência indevida na investigação persistem desde administrações anteriores. A liderança da investigação e o cronograma serão anunciados em breve.
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou uma investigação judicial sobre alegações de interferência política na acusação de crimes cometidos durante o apartheid. A decisão surge após um processo movido por 25 famílias de vítimas que buscam justiça por crimes não investigados adequadamente.
A Comissão de Verdade e Reconciliação (TRC), criada em mil novecentos e noventa e seis, revelou atrocidades da era do apartheid, como assassinatos e torturas, mas poucos casos resultaram em processos judiciais. A nova investigação é uma resposta a um processo que alega que o governo não fez o suficiente para investigar esses crimes.
Em um comunicado, Ramaphosa expressou sua determinação em que “os verdadeiros fatos sejam estabelecidos” e que a questão seja resolvida. As famílias que processam o governo pedem R$ 9 milhões em danos, afirmando que os crimes da era do apartheid nunca foram devidamente apurados pelas administrações que sucederam o regime racista.
Entre os demandantes está o filho de Fort Calata, um dos Cradock Four, ativistas anti-apartheid assassinados em mil novecentos e oitenta e cinco. Embora seis ex-policiais tenham confessado seu envolvimento, eles não foram levados a julgamento e já faleceram. Críticos acusam a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC) de ter feito um acordo secreto com o governo anterior para evitar processos.
A presidência reconheceu que “alegações de influência imprópria” na investigação de crimes do apartheid persistem desde administrações anteriores. A liderança da investigação e seu cronograma serão anunciados em breve.
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