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DPU pede suspensão das redes sociais de Helder Barbalho por descumprimento judicial

Defensoria Pública da União pede suspensão das redes sociais do governador do Pará, Helder Barbalho, por descumprimento de decisão judicial.

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A Defensoria Pública da União pediu à Justiça Federal que suspenda as redes sociais do governador do Pará, Helder Barbalho, por ele não ter retirado postagens que, segundo a DPU, contêm notícias falsas sobre a ocupação de indígenas na sede da secretaria de Educação. A ocupação começou em janeiro, em protesto contra uma lei que mudava a carreira dos professores e permitia aulas à distância em comunidades remotas. Barbalho afirmou que as demandas dos indígenas foram atendidas e que a ocupação causava danos, chamando-a de resultado de desinformação. A DPU entrou com uma ação judicial pedindo a remoção das postagens e a publicação de um vídeo de resposta dos indígenas. A Justiça deu uma decisão favorável à DPU, mas o governo não cumpriu a ordem. Por isso, a DPU solicitou a suspensão das redes sociais de Barbalho. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. O governo do Pará não comentou o caso.

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou à Justiça Federal a suspensão das redes sociais do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). A ação se baseia no não cumprimento de uma decisão judicial que exigia a remoção de publicações consideradas falsas sobre a ocupação de indígenas na sede da Secretaria de Educação do Pará (Seduc).

O pedido da DPU foi motivado por declarações de Barbalho, que, em janeiro, afirmou que as demandas do movimento indígena foram totalmente atendidas e que a ocupação estava causando danos ao local. A ocupação ocorreu em protesto contra a lei estadual 10.820/2024, que alterava a carreira do magistério e permitia a substituição do ensino presencial por educação a distância em áreas remotas.

A DPU alegou que as declarações do governador eram um ataque à mobilização indígena e poderiam incitar discriminação. Em fevereiro, a Defensoria entrou com uma ação judicial, apontando cinco publicações como propagandas falsas. A Justiça concedeu uma liminar em março, obrigando o governo a publicar um vídeo de direito de resposta dos indígenas.

Descumprimento da Decisão Judicial

O governo foi notificado em abril, mas a DPU afirmou que não houve manifestação sobre a inserção do vídeo nas redes sociais. Com isso, no dia 25 de abril, a DPU pediu a suspensão das redes sociais de Barbalho. A Justiça Federal ainda não se manifestou sobre o pedido. O governo do Pará não comentou a situação até o momento.

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