José María Irujo e Joaquín Gil, jornalistas do EL PAÍS, receberam o XIII Prêmio Nacional de Jornalismo Juan Andrés García pela investigação sobre o assassinato de Arturo Ruiz, que ocorreu em 1977. Eles conseguiram localizar e entrevistar em Buenos Aires José Ignacio Fernández Guaza, o homem que atirou em Ruiz durante uma manifestação. Este crime, ligado à ultradireita, nunca foi julgado e o autor ficou foragido por 46 anos usando uma identidade falsa. O júri elogiou o trabalho dos jornalistas, destacando a profundidade da pesquisa e os recursos utilizados, especialmente em um momento em que o jornalismo enfrenta dificuldades financeiras. O prêmio inclui 2.500 euros e um troféu. Além disso, a pesquisa de Irujo e Gil faz parte de um esforço maior que já dura uma década, no qual eles localizaram outros terroristas de ultradireita que estavam foragidos em vários países da América.
José María Irujo e Joaquín Gil, jornalistas do EL PAÍS, foram premiados com o XIII Prêmio Nacional de Jornalismo Juan Andrés García pela investigação sobre o assassinato de Arturo Ruiz. O crime, ocorrido em 1977, é um dos episódios mais sombrios da Transição espanhola. Os repórteres localizaram o assassino, José Ignacio Fernández Guaza, em Buenos Aires, após quarenta e seis anos de fuga.
O assassinato de Ruiz ocorreu durante uma manifestação em favor da amnistia dos presos políticos, um evento que antecedeu a matança de Atocha. O crime foi atribuído a grupos de ultradireita que tentaram desestabilizar a transição para a democracia na Espanha. O autor nunca foi julgado e viveu sob uma identidade falsa durante décadas.
O júri do prêmio elogiou a pesquisa de Irujo e Gil, destacando a importância da investigação que combinou esforços jornalísticos e policiais. O trabalho foi descrito como profundo e realizado em um contexto de escassez de recursos para reportagens investigativas. O prêmio inclui uma recompensa de R$ 2.500 e um troféu.
Além de Irujo e Gil, Sonia Arnáiz recebeu um accésit por seu documentário sobre a vida na Vega do Guadalete. A pesquisa dos jornalistas faz parte de um esforço de dez anos, que resultou na localização de seis terroristas de ultradireita em diversos países da América, responsáveis por alguns dos principais atentados da época.
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