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Justiça arquiva ação de Nikolas Ferreira contra emenda para ONG de crianças trans

Justiça arquiva ação de Nikolas Ferreira contra emenda que financia pesquisa da ONG Minha Criança Trans, reafirmando direitos de crianças trans.

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O juiz Walder Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal, decidiu arquivar uma ação do deputado Nikolas Ferreira que tentava barrar uma emenda que destinava R$ 240 mil para a ONG Minha Criança Trans. A emenda, proposta pela deputada Sâmia Bomfim, visa financiar uma pesquisa sobre os direitos de crianças e adolescentes trans em São Paulo. Nikolas Ferreira argumentou que a emenda violava a Lei de Diretrizes Orçamentárias, alegando que incentivaria opções sexuais diferentes do sexo biológico. No entanto, o juiz afirmou que não houve desvio de finalidade e que a emenda não promove incentivo a opções sexuais. Ele destacou que garantir direitos a crianças e adolescentes não é o mesmo que estimular a diversidade sexual. O Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União também se manifestaram a favor do arquivamento da ação. A presidente da ONG, Thamirys Nunes, comentou que a decisão reflete um cenário político que busca restringir o trabalho em defesa dos direitos da população trans.

O juiz Walder Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, arquivou nesta quarta-feira, 30, uma ação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que tentava barrar uma emenda parlamentar destinada à ONG Minha Criança Trans. A decisão foi baseada nas manifestações do Ministério Público Federal e da Advocacia-Geral da União.

A emenda, proposta pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), prevê o repasse de R$ 240 mil para a ONG, que realizará um levantamento de dados sobre políticas públicas voltadas aos direitos de crianças e adolescentes trans em São Paulo. Nikolas Ferreira argumentou que a emenda violava a Lei de Diretrizes Orçamentárias, alegando que incentivaria crianças a adotarem “opções sexuais” diferentes do sexo biológico.

O juiz, no entanto, afirmou que não houve desvio de finalidade na emenda e que a aceitação da identidade de gênero não se confunde com estímulo à diversidade sexual. Ele destacou que garantir direitos a crianças e adolescentes é essencial para que possam participar plenamente da vida familiar e comunitária, sem discriminação.

A presidente da ONG, Thamirys Nunes, comentou que a decisão reflete um cenário político adverso para as organizações que defendem os direitos da população trans. Ela também mencionou a tentativa de restringir o trabalho dessas entidades por meio de cortes de recursos e verbas.

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