Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, afirmou que sua aposentadoria como professor da USP é menor que o salário de policiais em São Paulo. Ele fez essa declaração durante uma audiência na Câmara dos Deputados, onde também defendeu a importância das câmeras corporais para proteger tanto os policiais quanto a população. Lewandowski destacou que o governo federal não arca com os custos das polícias estaduais e comentou sobre a necessidade de melhorar a remuneração de professores e policiais. Além disso, ele abordou as fraudes no INSS, prometendo que os responsáveis serão punidos. Durante a audiência, enfrentou questionamentos sobre a contratação de um escritório de advocacia ligado a seu filho, mas defendeu que essa prática é legal. A sessão teve momentos de tumulto, especialmente quando um deputado fez comentários ofensivos sobre o governo, levando a uma reação de outros parlamentares.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que sua aposentadoria como professor da Universidade de São Paulo (USP) é inferior ao salário de policiais em São Paulo. A declaração ocorreu durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Lewandowski respondeu a críticas sobre os gastos com câmeras corporais, que, segundo um parlamentar, superam os salários dos policiais. Ele destacou que o governo federal não arca com os custos das polícias estaduais e enfatizou a importância das câmeras como proteção para agentes e cidadãos. “Lamentavelmente é uma distorção, polícia e professor são mal remunerados”, disse.
Atualmente, o ministro recebe R$ 17.116,33 brutos como aposentado, com rendimento líquido de R$ 12.276,21. Como ministro, seu salário bruto é de R$ 46.366,19, resultando em R$ 33.886,44 líquidos. Em comparação, a média salarial da Polícia Militar de São Paulo é de R$ 7.951,98 brutos, com R$ 5.356,67 líquidos.
Fraudes no INSS
Durante a audiência, Lewandowski também abordou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele garantiu que os responsáveis não ficarão impunes e que a pasta irá “às últimas consequências” para responsabilizá-los. O ministro foi questionado sobre a contratação do escritório de advocacia de seu filho por uma entidade investigada pela Polícia Federal. Ele defendeu que a contratação de escritórios para regularizar questões administrativas é uma prática legal.
A sessão foi marcada por tumulto quando o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) questionou Lewandowski sobre sua posição no governo do presidente Lula (PT), referindo-se a ele como “descondenado”. A declaração gerou reações de outros parlamentares, levando o presidente da comissão a solicitar a presença da polícia legislativa.
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