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Polícia Federal realiza operação contra esquema de fraude com criptoativos no Brasil

Polícia Federal realiza a Operação Fantasos contra esquema de Douver Braga, que arrecadou R$ 1,6 bilhão com promessas fraudulentas de criptoativos.

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A Polícia Federal iniciou a Operação Fantasos para combater crimes financeiros e lavagem de dinheiro com criptoativos, focando em Douver Torres Braga, que liderou um esquema fraudulento que arrecadou cerca de R$ 1,6 bilhão entre 2016 e 2018. A operação envolve 50 agentes que estão cumprindo 11 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Braga fundou a plataforma Trade Coin Club, que prometia altos rendimentos e funcionava como um esquema de pirâmide, onde os saques eram pagos com o dinheiro de novos investidores. Ele foi preso na Suíça e extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta 13 acusações de fraude eletrônica. O julgamento está marcado para abril. A operação da PF conta com apoio de agências americanas, que também buscam recuperar ativos desviados por Braga, que teria tirado pelo menos 8.396 bitcoins, equivalentes a US$ 55 milhões na época.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (30) a Operação Fantasos, visando combater crimes financeiros e lavagem de dinheiro relacionados a criptoativos. O principal alvo da operação é Douver Torres Braga, acusado de liderar um esquema fraudulento que arrecadou cerca de R$ 1,6 bilhão entre 2016 e 2018.

Cerca de 50 agentes da PF estão cumprindo 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores até o limite do montante arrecadado no golpe, que teria envolvido mais de 100 mil investidores em diversos países.

Braga fundou a Trade Coin Club (TCC), uma plataforma que prometia rendimentos de até 11% ao mês com um suposto “robô de microtransações massivas”. A operação funcionava em um modelo de marketing multinível, caracterizando-se como um esquema de pirâmide, onde os saques eram financiados pelos depósitos de novos investidores, sem qualquer atividade real de negociação.

Extraditação e Acusações

Em fevereiro deste ano, Douver Braga foi preso na Suíça pela Interpol e extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta 13 acusações de fraude eletrônica e conspiração. Ele se declarou inocente em audiência no Tribunal Distrital de Seattle, com o julgamento agendado para abril.

A operação da PF contou com o apoio de órgãos de investigação dos EUA, como o FBI, Homeland Security Investigations (HSI) e IRS-CI. O objetivo é coletar provas, identificar outros envolvidos e recuperar ativos adquiridos com recursos ilícitos. A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) afirma que Braga desviou pelo menos 8.396 bitcoins, equivalentes a US$ 55 milhões na época, e busca a restituição dos valores e aplicação de penalidades civis.

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