O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou um empréstimo de US$ 100 milhões para comprar ônibus elétricos, mas a cidade enfrenta dificuldades para aumentar a frota limpa devido a problemas de infraestrutura e altos custos. A Mercedes-Benz informou que não recebeu pagamento por 175 chassis de ônibus elétricos, mas a Prefeitura disse que a compra é feita entre fabricantes e concessionárias, sem inadimplência municipal. Atualmente, há 728 ônibus elétricos em operação e a meta é chegar a 2.200 até 2028. As concessionárias são responsáveis pela compra dos veículos e pela instalação da infraestrutura necessária para carregamento, que pode demorar até 210 dias. A Enel, empresa de energia, já recebeu pedidos de 29 empresas para instalar a infraestrutura, mas apenas 14 foram concluídos até agora. A Transunião, uma das concessionárias, mencionou que a demora na instalação da infraestrutura e a falta de modais complementares são desafios para a eletrificação da frota. A Prefeitura destacou que só pode pagar pelas subvenções dos novos ônibus quando eles já estiverem circulando e que o ritmo de entrega depende da produção e da infraestrutura. O prefeito Nunes está atualmente na Ásia buscando novas tecnologias e fontes de financiamento para a frota sustentável.
Na semana passada, o prefeito Ricardo Nunes anunciou um empréstimo de US$ 100 milhões com o Banco da China para a compra de ônibus elétricos em São Paulo. A ampliação da frota limpa enfrenta desafios, como infraestrutura e custos elevados. Durante seu mandato anterior, Nunes não conseguiu atingir a meta de 20% da frota de ônibus elétricos, atribuindo a culpa à Enel pela falta de implementação da rede elétrica necessária.
Atualmente, São Paulo conta com 728 ônibus elétricos em operação. O prefeito planeja adicionar mais 2.200 veículos até 2028, incluindo opções movidas a biometano. As concessionárias de ônibus são responsáveis pela aquisição dos veículos e pela instalação da infraestrutura de carregamento. Elas devem comunicar à Enel a demanda de energia necessária para os carregadores e assinar contratos para as adequações na rede elétrica.
Até agora, 29 empresas solicitaram a instalação de infraestrutura para os ônibus elétricos, com 14 já concluídas e 15 em andamento. A Enel promete entregar a rede necessária ainda este ano. Concessionárias relataram que houve atrasos nas tratativas com a empresa de energia, mas a situação está melhorando. A Transunião, que opera na Zona Leste, destacou a demora na infraestrutura e a falta de modais complementares como obstáculos à evolução da tecnologia.
Recentemente, a Mercedes-Benz informou que não recebeu pagamento por 175 chassis de ônibus elétricos entregues entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025. A montadora busca um acordo com a prefeitura para regularizar os valores. Em nota, a empresa alertou que a manutenção do modelo atual de subvenção pode atrasar a eletrificação da frota, aumentando a idade média dos veículos em operação.
A Prefeitura de São Paulo esclareceu que as negociações de compra são realizadas entre fabricantes e concessionárias, sem inadimplência municipal. O município só pode efetuar pagamentos após a entrega dos veículos que já estão em circulação. O ritmo de entrega depende da capacidade de produção do mercado e da infraestrutura de carregamento. O prefeito Nunes está atualmente na Ásia em busca de novas tecnologias e fontes de financiamento para expandir a frota sustentável da cidade.
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