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Lady Gaga é apontada como causa do baixo público no ato do 1º de Maio em São Paulo

Baixa adesão ao ato do Dia do Trabalhador em São Paulo gera críticas à deputada Érika Hilton, que culpa show da Lady Gaga no Rio.

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No Dia do Trabalhador, a deputada Érika Hilton, do PSOL, disse que o show da Lady Gaga no Rio de Janeiro afetou a participação no ato em São Paulo, que teve menos pessoas do que o esperado. Ela afirmou que a cidade estava “desfalcada” por causa do evento, que acontecerá no próximo sábado. Apesar disso, Hilton disse que as pessoas ainda foram às ruas para apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho. O presidente Lula não compareceu ao ato e enviou ministros para representá-lo. A mobilização foi menor do que em anos anteriores, e os organizadores tentaram atrair público com sorteios de carros e shows. O ato teve a presença de ministros que defenderam a redução da jornada e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta de mudança na jornada de trabalho, que é apoiada por muitos, ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) afirmou que o show da cantora Lady Gaga, programado para o próximo sábado, 3 de maio, no Rio de Janeiro, impactou negativamente a mobilização do ato do Dia do Trabalhador em São Paulo. O evento, realizado na zona norte da cidade, teve baixa adesão, com áreas do gramado do Campo de Bagatelle visivelmente vazias.

Hilton declarou à CNN Brasil que a cidade estava “desfalcada” devido à presença da artista. Apesar disso, ela ressaltou que a população ainda se manifestou em apoio à proposta de redução da jornada de trabalho, que está em discussão na Câmara dos Deputados. A proposta, conhecida como PEC 8/25, visa a redução da jornada para 36 horas semanais.

O ato, que começou às 9h, contou com a presença de ministros do governo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu. Ele enviou os ministros Cida Gonçalves (Mulheres), Luiz Marinho (Trabalho) e Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência) para representá-lo. Marinho reconheceu que a mobilização foi menor do que em anos anteriores, mas acredita que o evento pode recuperar seu apelo no futuro.

Os organizadores tentaram atrair público com sorteios de dez carros e shows de artistas populares, mas a participação foi inferior ao esperado. Enquanto a União Geral dos Trabalhadores (UGT) estimava até 300 mil pessoas, a contagem real foi de apenas cerca de 1,6 mil. A situação gerou críticas e ironias nas redes sociais, especialmente entre opositores de Hilton, que a acusaram de buscar justificativas para a baixa adesão.

Além do ato em São Paulo, manifestações pelo fim da escala 6×1 ocorreram em outras capitais, refletindo a crescente discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil. A proposta de redução da jornada foi mencionada por Lula em um pronunciamento recente, onde ele destacou a importância de ouvir todos os setores da sociedade sobre o tema.

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