O governo da Espanha decidiu que não vai mais permitir o registro de nascimentos de bebês que foram gerados por gestação sub-rogada no exterior. Essa prática já era ilegal no país desde 2006. Agora, quem tem um bebê nessas condições precisa provar que tem um vínculo biológico com a criança ou fazer uma adoção formal para conseguir registrar o nascimento. O decreto publicado afirma que não serão aceitas certidões de nascimento ou ordens judiciais de outros países. Além disso, uma nova lei aprovada em fevereiro de 2024 classifica a gestação sub-rogada como uma forma de violência contra as mulheres.
O governo da Espanha proibiu o registro de nascimentos de bebês por gestação sub-rogada no exterior, conforme decreto publicado nesta quinta-feira (1°). A prática, considerada ilegal desde 2006, agora exige que os responsáveis demonstrem vínculo biológico ou realizem adoção formal para registrar a criança no registro civil.
O novo decreto determina que certidões de nascimento ou ordens judiciais emitidas por outros países não serão aceitas pelos registros civis. A decisão segue a orientação do Tribunal Supremo, que em dezembro passado afirmou que os interesses das crianças devem ser priorizados sobre os dos comitentes da gestação sub-rogada.
Além disso, uma nova legislação aprovada em fevereiro de 2024 classifica a gestação sub-rogada como uma forma de violência contra as mulheres. Essa mudança reflete uma postura mais rigorosa do governo espanhol em relação a práticas que envolvem a exploração do corpo feminino.
A medida visa proteger os direitos das crianças e garantir que os registros civis respeitem os valores sociais. Com isso, o governo busca coibir a utilização de métodos que possam ser considerados abusivos ou que coloquem em risco a dignidade das mulheres envolvidas.
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