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Mulher trans brasileira é detida e enfrenta maus-tratos em Guantánamo após pedir asilo nos EUA

Tarlis Marcone, mulher transgênero, foi detida nos EUA e enfrentou maus-tratos em Guantánamo. Agora, está de volta ao Brasil.

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Tarlis Marcone de Barros Gonçalves, uma mulher transgênero brasileira, foi detida ao tentar entrar nos Estados Unidos em fevereiro, buscando asilo devido a ameaças que sofreu no Brasil. Após ser presa, ela foi levada para Guantánamo, onde ficou em uma cela com homens, mesmo informando que era uma mulher trans e se sentia insegura. Tarlis relatou que não tinha privacidade para usar o banheiro ou tomar banho e que sofreu assédio. Ela também teve dificuldades para se comunicar com sua família e advogados. Depois de alguns dias em Guantánamo, foi transferida para Miami e, em seguida, para um centro de detenção na Louisiana, onde ficou isolada. Tarlis foi deportada de volta ao Brasil no início de abril e agora está em Alvarenga, Minas Gerais, tentando se reerguer após a experiência traumática.

Tarlis Marcone de Barros Gonçalves, uma mulher transgênero brasileira, foi detida ao tentar cruzar a fronteira dos Estados Unidos com o México em fevereiro deste ano. Ela buscava asilo devido a ameaças que sofria no Brasil. Após ser presa, Tarlis foi transferida para Guantánamo, onde relatou maus-tratos e alojamento em uma cela masculina.

A brasileira chegou aos Estados Unidos no dia 15 de fevereiro e foi detida em El Paso, no Texas. Inicialmente, foi levada para o Centro de Processamento do Condado de Otero, no Novo México, onde ficou por nove dias em uma unidade com quase 50 homens. Apesar de informar aos agentes que era uma mulher transgênero, Tarlis foi mantida em condições desconfortáveis e sofreu assédio.

Após a detenção no Novo México, Tarlis foi algemada e enviada para Guantánamo, onde ficou em uma cela com outros cinco homens. Ela relatou que não havia privacidade para usar o banheiro ou tomar banho, e que as refeições eram escassas. “Os guardas não me tratavam como se eu fosse humana,” afirmou em depoimento à Justiça americana. Tarlis também pediu repetidamente para entrar em contato com sua família e advogados, mas seus pedidos foram negados.

Em março, Tarlis foi transferida para Miami e, posteriormente, para um centro de detenção em Pine Prairie, na Louisiana. Após várias semanas de detenção, ela foi deportada para o Brasil no início de abril e retornou à sua cidade natal, Alvarenga, em Minas Gerais. Tarlis relatou ter pago cerca de R$ 70 mil a um coiote para chegar aos Estados Unidos, com o objetivo de buscar proteção.

O caso de Tarlis foi apresentado em uma ação judicial movida pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU) e pelo Centro para Direitos Constitucionais (CCR), que questionam a legalidade da transferência de imigrantes para Guantánamo. A situação dela destaca as dificuldades enfrentadas por pessoas transgênero em busca de asilo e proteção em outros países.

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