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Darren Beattie busca registros de comunicações sobre desinformação no governo dos EUA

Documentos revelam busca do Departamento de Estado dos EUA por comunicações de críticos e figuras públicas, levantando preocupações sobre privacidade.

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Um documento recente do Departamento de Estado dos EUA, compartilhado por Darren Beattie, revela uma tentativa de coletar comunicações de funcionários de um escritório que combate a desinformação online. O pedido inclui mensagens de e-mail e registros sobre várias figuras públicas, muitas delas críticas ao ex-presidente Donald Trump, como a jornalista Anne Applebaum e o ex-oficial de cibersegurança Christopher Krebs. Beattie, que foi nomeado para um cargo no governo por Trump, busca informações que poderiam ser usadas para mostrar que o Departamento de Estado censurou vozes conservadoras. Funcionários do departamento expressaram preocupação com a privacidade e segurança das pessoas mencionadas, considerando o pedido uma possível “caça às bruxas”. O documento também inclui uma lista de palavras-chave relacionadas a teorias da conspiração e movimentos sociais. A coleta de informações foi vista como uma forma de retaliação e levantou alarmes sobre o uso indevido do sistema de registros públicos. Após esse pedido, o escritório que Beattie supervisionava foi fechado, e ele planeja usar as informações coletadas para justificar ações contra o que considera censura.

Um documento revelado pelo funcionário sênior do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, expõe um esforço abrangente para rastrear comunicações entre a equipe do escritório de Combate à Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (R/FIMI) e uma lista extensa de críticos e figuras públicas. O documento, compartilhado em março de 2025, solicita registros de e-mails e comunicações sobre indivíduos que monitoram ou comentam desinformação estrangeira, incluindo jornalistas e críticos do ex-presidente Donald Trump.

Entre os nomes citados estão a jornalista Anne Applebaum, o ex-oficial de cibersegurança Christopher Krebs e o especialista em desinformação Renée DiResta. Beattie, que assumiu o cargo de subsecretário interino para diplomacia pública em fevereiro, afirmou que seu objetivo era promover uma divulgação de documentos internos do Departamento de Estado para “reconstruir a confiança com o público americano”. No entanto, a amplitude das solicitações gerou preocupações sobre privacidade e possíveis retaliações.

Preocupações com a Privacidade

Funcionários do Departamento de Estado expressaram alarmes sobre a natureza das solicitações, que foram descritas como uma “caça às bruxas”. A busca por comunicações que mencionam figuras como Alex Jones e Glenn Greenwald, além de palavras-chave relacionadas a teorias da conspiração, levantou questões sobre a segurança de indivíduos e organizações. A inclusão de jornalistas na lista também foi criticada, com advogados de liberdade de imprensa alertando que isso poderia dificultar o trabalho de reportagens investigativas.

O R/FIMI, criado após o fechamento do Centro de Engajamento Global (GEC) em 2024, tinha como missão rastrear campanhas de desinformação estrangeira. A decisão de Beattie de buscar registros de comunicações desde 2017 foi considerada incomum por funcionários, que temem que isso possa ser usado para fins de retaliação. A situação se agrava com o fechamento do R/FIMI, anunciado logo após as solicitações de Beattie, o que levanta questões sobre a continuidade do combate à desinformação no governo dos EUA.

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