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Deputados pedem investigação de vereadora por declaração considerada racista em SP

Deputados do PSOL-SP pedem investigação do MP contra vereadora Cris Monteiro por fala considerada racista e elitista na Câmara de SP.

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Os deputados Carlos Giannazi e Luciene Cavalcante, do PSOL-SP, pediram ao Ministério Público de São Paulo que investigue a vereadora Cris Monteiro, do Novo, por uma declaração considerada racista e elitista. Durante uma sessão na Câmara de São Paulo, Cris disse que “uma mulher branca, bonita e rica incomoda muito”, o que gerou críticas. Os deputados afirmam que a fala teve um tom de superioridade e ofendeu não apenas colegas parlamentares, mas também a sociedade, especialmente as populações negras e vulneráveis. Eles pedem a responsabilização civil e penal da vereadora por incitação à discriminação racial e conduta inadequada para um agente público. Além disso, solicitaram que o MP envie uma recomendação à Câmara para investigar a situação. Após ser criticada, Cris se desculpou, mas reafirmou seu direito de expressar suas ideias.

Os deputados estaduais Carlos Giannazi e Luciene Cavalcante, do PSOL-SP, solicitaram ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a investigação da vereadora Cris Monteiro, do Novo, por uma declaração considerada racista e elitista. Durante uma sessão na Câmara de São Paulo, Monteiro afirmou que “uma mulher branca, bonita e rica incomoda muito”, gerando críticas de Giannazi e Cavalcante.

Os deputados classificaram a fala como uma “declaração racista, elitista e provocativa”. O documento enviado ao MP-SP destaca que o discurso de Monteiro demonstrou um tom de superioridade em relação a colegas, incluindo vereadoras negras, e à sociedade em geral. A declaração foi feita em um contexto onde sindicalistas estavam presentes para protestar contra o parcelamento do reajuste salarial dos servidores municipais.

Pedido de Investigação

Giannazi e Cavalcante pedem a responsabilização civil e penal da vereadora por incitação à discriminação racial e por conduta incompatível com o decoro exigido a agentes públicos. Além disso, solicitam que o MP-SP envie uma recomendação à Câmara de São Paulo para apurar a fala de Monteiro e adotar medidas ético-disciplinares.

A vereadora Cris Monteiro se dirigiu a Luana Alves, do PSOL, mandando-a “calar a boca” durante a sessão. Após a repercussão negativa, Monteiro se desculpou, afirmando que lamenta se alguém se sentiu ofendido e que usa a tribuna para defender suas ideias.

Os deputados também encaminharam uma manifestação ao Núcleo Especializado de Promoção da Igualdade Racial e de Defesa dos Povos e Comunidades Tradicionais da Defensoria Pública de São Paulo, buscando avaliação de medidas contra a vereadora. A fala de Monteiro, feita em um espaço legislativo, é vista como um ataque não apenas aos presentes, mas à sociedade, especialmente às populações negras e vulneráveis.

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