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Lula não participa da Feira Nacional da Reforma Agrária; ministros representam governo em SP

Ministros do governo marcam presença na Feira Nacional da Reforma Agrária, enquanto Lula se ausenta por compromissos na Rússia.

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O presidente Lula não irá à Feira Nacional da Reforma Agrária do MST, que acontece de 8 a 11 de maio em São Paulo, porque estará na Rússia para celebrar o 80º aniversário do Dia da Vitória. Apesar da ausência de Lula, seis ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin estarão presentes. O evento ocorre após um mês de mobilizações do MST, que registrou 28 ocupações de terras em 10 estados e no Distrito Federal, envolvendo cerca de 20 mil famílias. O movimento critica a lentidão do governo na reforma agrária, contestando os números oficiais que afirmam que 71,4 mil famílias foram assentadas em 2024, alegando que menos de 5.000 realmente foram beneficiadas desde o início do terceiro mandato de Lula. A presença dos ministros é vista como um gesto para mostrar apoio à pauta agrária, mas lideranças do MST afirmam que é preciso mais do que palavras; é necessário agir para acelerar a destinação de terras e melhorar os assentamentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estará presente na Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocorrerá de 8 a 11 de maio no Parque da Água Branca, em São Paulo. Sua ausência se deve a uma viagem à Rússia, onde participará das celebrações do 80º aniversário do Dia da Vitória.

Apesar da falta do presidente, seis ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) confirmaram presença no evento. Entre os ministros estão Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Marina Silva (Meio Ambiente), Cida Gonçalves (Mulheres) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego). A participação ministerial busca reforçar o apoio à pauta agrária em um momento crítico na relação entre o governo e o MST.

A feira acontece após um mês de mobilizações do MST, que registrou 28 ocupações de terras em 10 estados e no Distrito Federal, envolvendo cerca de 20 mil famílias. O movimento critica a lentidão na reforma agrária, contestando os números do governo que afirmam que 71,4 mil famílias foram assentadas em 2024, alegando que menos de 5 mil foram efetivamente beneficiadas desde o início do terceiro mandato de Lula.

A ausência do presidente intensifica as cobranças do MST, que já havia pressionado o governo durante o “Abril Vermelho”, um período de mobilizações em memória ao massacre de Eldorado do Carajás. Em abril, Lula também cancelou compromissos em estados como Acre, Rondônia e Pará, o que gerou descontentamento entre militantes e dirigentes do movimento. A presença dos ministros na feira é vista como um gesto político, mas lideranças do MST alertam que sinais não substituem ações concretas.

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