As mortes pela Polícia Militar de São Paulo caíram 24,7% no primeiro trimestre deste ano, com 158 registros, em comparação com 210 no mesmo período do ano passado. O número de policiais mortos também diminuiu, passando de 8 para 4. O governador Tarcísio de Freitas reconheceu que sua postura anterior sobre câmeras corporais foi inadequada e, após críticas, os policiais passaram a usar melhor esses equipamentos. No entanto, o governo propôs a compra de câmeras que não gravam continuamente, o que gerou controvérsia e levou a Defensoria Pública a acionar o Supremo Tribunal Federal. O STF já havia determinado que o modelo atual de câmeras, que grava o turno todo, deve ser mantido até que se prove que os novos equipamentos garantem a segurança da população. O governo argumenta que a gravação contínua é muito cara, enquanto a Defensoria e o Ministério Público defendem a importância das câmeras para controlar a letalidade policial. Desde 2023, mais de 550 policiais foram presos e 364 demitidos por condutas inadequadas. A Secretaria da Segurança Pública afirma que está investindo em melhorias para as forças policiais, incluindo a compra de novos equipamentos.
O número de mortes pela Polícia Militar de São Paulo caiu 24,7% no primeiro trimestre de 2025, totalizando 158 óbitos em comparação a 210 no mesmo período de 2024. O número de policiais mortos também diminuiu, passando de oito para quatro. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) admitiu arrependimento pela postura anterior em relação ao uso de câmeras corporais, que agora são consideradas essenciais para a atuação policial.
Após um aumento de 65% nas mortes por intervenção policial em 2024, o governo paulista implementou mudanças. Especialistas apontam que a mudança na postura do comando influencia diretamente a conduta das tropas. Em 2022, sob a gestão de Rodrigo Garcia (DEM), o estado registrou o menor número de mortes por policiais em serviço, com uma redução de 80,1% na mortalidade de adolescentes em intervenções policiais.
Mudanças nas Câmeras Corporais
O governo paulista enviou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que propõe um reajuste salarial de 5% para policiais. A proposta de aquisição de novas câmeras corporais, que não gravam continuamente, gerou controvérsia. A Defensoria Pública e outras entidades recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa mudança, argumentando que isso comprometeria o controle da atividade policial.
Uma audiência no STF, mediada pelo ministro Luís Roberto Barroso, não resultou em consenso. A Defensoria Pública defende a manutenção do modelo atual de câmeras, que grava de forma ininterrupta. O governo, por sua vez, argumenta que a gravação contínua gera custos elevados, estimados em R$ 766 milhões em cinco anos.
Reações e Expectativas
Organizações e instituições estão coletando assinaturas em defesa do uso de câmeras corporais para reduzir a violência policial. A Secretaria da Segurança Pública reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, destacando que mais de 550 policiais foram presos e 364 demitidos desde 2023. O governo paulista continua a investir na valorização das forças policiais, destinando R$ 743,2 milhões para equipamentos e infraestrutura.
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