Os servidores públicos federais vão receber nesta sexta-feira a remuneração de abril com um reajuste de 9%, retroativo a janeiro. Esse aumento foi definido por uma medida provisória que ainda precisa ser aprovada, mas está em vigor até junho. O governo também enviou um projeto de lei ao Congresso para estabelecer novos salários em 2025 e 2026, mas especialistas alertam que as desigualdades salariais continuam. Entre 2019 e 2023, os servidores enfrentaram uma queda de 23% nos salários, com a renda média caindo de R$ 15,7 mil para R$ 11,9 mil. Apesar do reajuste, a estrutura de salários do governo, que possui 290 tabelas remuneratórias, gera distorções, com diferenças significativas entre cargos semelhantes. Por exemplo, um analista administrativo do Incra ganha R$ 5.897,29, enquanto o mesmo cargo em agências reguladoras inicia com R$ 15.050,25. Embora o governo tenha feito algumas mudanças, como a reestruturação de cargos e a transformação de funções obsoletas, essas ações não resolveram as desigualdades. Além disso, categorias com mais poder de negociação, como auditores-fiscais, conseguiram benefícios que aumentam ainda mais a disparidade salarial. O impacto financeiro do reajuste será de R$ 17,9 bilhões em 2025 e R$ 8,5 bilhões em 2026.
O governo federal paga nesta sexta-feira (2) a remuneração de abril dos servidores públicos, já com o reajuste linear de 9% e retroativo a janeiro. A medida provisória que prevê o aumento ainda não foi aprovada, mas permanece em vigor até junho. O Executivo enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional para estabelecer novos salários em 2025 e 2026, conforme a categoria.
Entre 2019 e 2023, os servidores enfrentaram uma queda salarial de 23%, com a renda média caindo de R$ 15,7 mil para R$ 11,9 mil, segundo o Centro de Liderança Pública. Apesar do reajuste, especialistas alertam que as desigualdades salariais persistem, com o Brasil possuindo 290 tabelas remuneratórias, muito acima de países como Portugal e Uruguai.
A proposta do governo inclui a transformação de 14.989 cargos obsoletos em 15.670 funções mais adequadas às necessidades do setor público. O impacto financeiro do reajuste será de R$ 17,9 bilhões em 2025 e R$ 8,5 bilhões em 2026. No entanto, as negociações não resolveram problemas estruturais que perpetuam desigualdades entre as carreiras.
O analista administrativo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) recebe um salário inicial de R$ 5.897,29, enquanto o mesmo cargo em agências reguladoras inicia com R$ 15.050,25. O professor associado da Fundação Dom Cabral, Bruno Carazza, afirma que o reajuste linear não aborda a necessidade de uma reestruturação ampla das carreiras.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) defende que os reajustes foram acompanhados de reestruturações, aumentando o número de níveis de progressão salarial. Contudo, especialistas indicam que essas medidas não são suficientes para lidar com as distorções salariais existentes.
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