Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, foi condenado a dez meses e 15 dias de prisão em regime aberto por injúria e difamação, devido a críticas que fez em 2021 ao ex-prefeito de Guarulhos, Guti. A pena foi convertida em serviços comunitários e multas que somam cerca de R$ 20 mil. Chavoso criticou a demissão de 4.700 trabalhadores da Proguaru, empresa pública que foi fechada durante a pandemia, incluindo sua mãe entre os demitidos. Ele afirmou que suas postagens expressavam indignação e não tinham a intenção de ofender pessoalmente Guti. O ex-prefeito argumentou que as críticas ultrapassaram a liberdade de expressão e feriram sua honra. O processo foi mantido em segredo de Justiça, e Chavoso considera a condenação um ataque à liberdade de expressão, alegando que é uma forma de intimidar críticos. Guti, por sua vez, defendeu que a Justiça foi correta ao decidir a seu favor e afirmou que ofereceu a Chavoso a chance de se retratar publicamente, mas ele recusou. Chavoso lançou uma campanha para arrecadar fundos para cobrir os custos do processo, alcançando rapidamente a meta de R$ 20 mil.
O sociólogo e influenciador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, foi condenado a dez meses e 15 dias de prisão em regime aberto por injúria e difamação. A pena foi convertida em serviços comunitários e multas, totalizando R$ 18 mil em indenizações e custas processuais. A condenação se refere a publicações feitas em 2021, nas quais Chavoso criticou a gestão do ex-prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, o Guti (PSD).
Durante a pandemia de Covid-19, Guti extinguiu a empresa pública Proguaru, resultando na demissão de cerca de 4.700 trabalhadores, incluindo a mãe de Chavoso. O fechamento da Proguaru gerou greves e mobilizações. Em suas postagens, Chavoso afirmou que Guti tinha responsabilidade pela morte de um trabalhador da empresa, que cometeu suicídio. O ex-prefeito alegou que as críticas de Chavoso ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando crimes contra a honra.
Processo Judicial
O processo tramitou em segredo de Justiça e foi revelado por Chavoso após a condenação. A juíza Flávia Sirotheau Rocha, da 4ª Vara Criminal de Guarulhos, proferiu a sentença. A defesa de Chavoso argumenta que a condenação é um ataque à liberdade de expressão e um caso de lawfare, ou seja, o uso do sistema judicial para fins políticos. Chavoso afirmou que a condenação visa intimidar jovens periféricos e militantes.
Em nota, Guti defendeu a liberdade de expressão, mas ressaltou que a Justiça é o espaço adequado para responder a ofensas. Ele afirmou que ofereceu a Chavoso a possibilidade de retratação pública, mas que o influenciador recusou. A defesa de Chavoso recorreu da decisão e da negativa de gratuidade de Justiça, lançando uma campanha de arrecadação que atingiu a meta de R$ 20 mil em poucos dias.
Entre na conversa da comunidade