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Artista critica crise da habitação em Lisboa com tabuleiro de Banco Imobiliário

Artista critica crise da habitação em Lisboa com instalação removida pela prefeitura. Debate sobre moradia ganha força a poucos dias das eleições.

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A Praça Duque da Terceira, em Lisboa, foi transformada em um grande tabuleiro do jogo Banco Imobiliário pelo artista Bordalo II, como uma crítica à crise de habitação no país. A obra, chamada “Provoc”, foi instalada sem autorização e removida pela Câmara Municipal, que alegou danos ao patrimônio local. A intervenção gerou discussão sobre o acesso à moradia em Lisboa, que enfrenta altos custos de vida e pressão no mercado imobiliário. Bordalo II usou casas que representavam ruas de várias cidades portuguesas, com preços que variavam de 6 mil a 40 mil euros, e destacou que o direito à habitação é tratado como um jogo. Esta não é a primeira vez que o artista aborda a crise da habitação; em 2023, ele fez uma instalação semelhante no Miradouro de São Pedro de Alcântara, criticando a especulação imobiliária e o impacto do turismo nas moradias populares.

LISBOA – A Praça Duque da Terceira, localizada no centro turístico de Lisboa, foi transformada em um tabuleiro gigante do jogo Banco Imobiliário pelo artista Bordalo II. A intervenção, chamada “Provoc”, foi realizada sem autorização e removida pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) na sexta-feira, dia 2 de maio, devido a danos à calçada portuguesa do local.

A obra criticava a crise da habitação em Portugal, especialmente em Lisboa, onde os custos de vida e a pressão sobre o mercado imobiliário têm aumentado. Bordalo II, conhecido por suas obras de grande escala e forte crítica social, utilizou casas representando ruas de diversas cidades portuguesas, com preços que variavam de € 6 mil a € 40 mil. Em suas redes sociais, o artista afirmou que “o direito à habitação é tipo jogo”, destacando a desigualdade no acesso à moradia.

A instalação cobria toda a praça no Cais do Sodré, uma das áreas centrais da capital. Entre as propriedades simuladas estavam o Campo Grande, a Avenida Almirante Reis e o Rossio, com valores que refletiam o preço do metro quadrado na cidade. A peça também incluía referências a “impostos de luxo” e outros aspectos do sistema imobiliário.

A CML classificou a intervenção como um “atentado ao patrimônio da cidade” e informou que reparações na calçada serão necessárias. Bordalo II já havia abordado a crise da habitação anteriormente, como em sua obra “Desalojamento Local”, que criticava a especulação imobiliária e o impacto do turismo nas moradias populares. A remoção da obra ocorre a poucos dias de uma nova eleição para o governo, marcada para o dia 18 de maio.

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