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PDT enfrenta crise interna após saída de Carlos Lupi e busca nova identidade política

Debandada no PDT pode se intensificar após saída de Carlos Lupi, enquanto partido busca federação para evitar perda de relevância em 2026.

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Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, saiu do governo Lula após um escândalo sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. Com sua saída, o PDT, partido do qual Lupi é presidente licenciado, enfrenta a possibilidade de perder deputados, especialmente no Ceará, e discute a formação de uma federação partidária para manter sua relevância e recursos em 2026. A ala do PDT que apoia Ciro Gomes acredita que agora pode agir de forma independente na Câmara dos Deputados, já que a presença de Lupi era vista como um fator de alinhamento com o governo. O partido, que atualmente tem 17 deputados federais, já teve 46 em 1990. A crise interna se agravou com a disputa entre Ciro e Cid Gomes, que saiu do PDT para o PSB. Além disso, há descontentamento com a distribuição de recursos e apoio nas eleições. Para evitar a perda de recursos públicos, Lupi está negociando uma federação com outros partidos.

BRASÍLIA – A saída de Carlos Lupi do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após um escândalo envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS, gera tensões no PDT. O ex-ministro da Previdência, que se afastou do cargo, pode provocar uma debandada de deputados, especialmente no Ceará, onde a relação entre os irmãos Ciro e Cid Gomes se deteriorou.

Integrantes do PDT, alinhados a Ciro Gomes, buscam uma postura independente na Câmara dos Deputados. O líder do partido, Mário Heringer, admite que a bancada pode seguir um caminho próprio, especialmente após a demissão de Lupi. O novo ministro, Wolney Queiroz, é visto como uma escolha do presidente Lula, o que pode distanciar o PDT do governo.

O PDT, que atualmente conta com dezessete deputados federais, já teve um número significativamente maior no passado. A crise interna se intensificou nas eleições de 2022, quando Ciro Gomes defendeu uma posição independente, enquanto Cid Gomes optou por apoiar o candidato do PT. Essa divisão resultou na saída de Cid para o PSB, levando consigo a maioria dos deputados estaduais.

Com a janela partidária se aproximando em 2026, há preocupações sobre a perda de parlamentares. A ala cirista do PDT acredita que a saída de Lupi pode facilitar a migração de deputados, especialmente do Ceará, onde a rivalidade entre os irmãos Gomes é acentuada. Além disso, a insatisfação com a gestão de Lupi e a distribuição de recursos eleitorais também contribuem para a crise.

Para evitar a perda de relevância, Lupi está em negociações para formar uma federação partidária. Conversas estão em andamento com o PSB, Solidariedade e PSDB, visando garantir que o PDT não enfrente dificuldades em cumprir a cláusula de barreira em 2026, o que poderia resultar na perda de acesso a recursos públicos.

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