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Clint Smith destaca a urgência de discutir a história da escravidão nos EUA

A urgência de "How the Word Is Passed" de Clint Smith destaca a necessidade de entender a escravidão e suas consequências na sociedade atual.

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Clint Smith, autor do livro “How the Word Is Passed”, fala sobre a história da escravidão nos Estados Unidos e suas consequências. Ele critica a administração Trump por tentar mudar a forma como a história é contada, destacando a importância de entender a conexão entre escravidão, capitalismo e colonialismo. Smith menciona que a escravidão teve um papel crucial na formação da economia americana, e que a riqueza gerada por ela ainda afeta a sociedade hoje. Ele defende que é necessário reparar os danos causados pela escravidão, não apenas com dinheiro, mas também com projetos educacionais e de memória. Smith compartilha sua experiência emocional ao visitar locais históricos relacionados à escravidão e expressa orgulho por seus ancestrais que lutaram por liberdade, ressaltando a responsabilidade de construir um futuro melhor. O livro convida os leitores a refletirem sobre a história e as figuras por trás de monumentos e nomes de ruas, buscando um entendimento mais profundo do passado.

Clint Smith, autor do livro How the Word Is Passed, destaca a importância de compreender a história da escravidão nos Estados Unidos e suas consequências sociais e econômicas. Em uma recente entrevista, ele criticou a administração Trump por tentar reescrever a narrativa histórica, enfatizando a necessidade de reparações e a conexão entre escravidão, capitalismo e colonialismo.

O autor inicia o epílogo de sua obra com a frase: “Meu avô foi escravizado.” Ele explora a história da escravidão ao analisar nomes de ruas e figuras de monumentos em cidades como Nova Orleans e Nova York. Smith argumenta que a história da escravidão é essencial para entender as desigualdades atuais. Ele observa que, em mil oitocentos e sessenta, os quatro milhões de escravizados nos EUA tinham um valor superior ao de todos os bancos e indústrias do país.

Smith expressa preocupação com a tentativa do governo de promover uma educação patriótica que ignora os erros do passado. Ele considera essa abordagem moral e intelectualmente reprovável. O autor defende que a reparação deve incluir não apenas compensações financeiras, mas também projetos educacionais e de memória para abordar as origens da desigualdade.

Conexão com o Capitalismo

O autor relaciona a escravidão ao desenvolvimento do capitalismo, afirmando que a economia americana não pode ser compreendida sem considerar a exploração dos escravizados. Ele também menciona que muitos países europeus prosperaram à custa de nações africanas, o que contribui para a pobreza atual no continente.

Smith relata sua experiência ao visitar o “Recalcitrant Cell” em Gorée, no Senegal, um local de prisão de escravizados. Ele descreve a visita como uma experiência poderosa, refletindo sobre a conexão com seus ancestrais. “Sinto orgulho de vir de pessoas que lutaram pela liberdade,” afirma.

O livro de Smith é um convite para que os leitores questionem a história que conhecem e considerem quem está por trás de monumentos e nomes de ruas. Ele ressalta que sua obra surgiu do desejo de entender melhor a história da escravidão, especialmente por ser um descendente de escravizados.

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