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Escola na Brasilândia adota modelo cívico-militar após apoio de pais e professores

Modelo cívico-militar chega à Escola Estadual Professora Anilza Pizoli, em Brasilândia, com 87% de apoio da comunidade escolar.

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A Escola Estadual Professora Anilza Pizoli, localizada em Brasilândia, vai adotar o modelo cívico-militar, com 87% de apoio da comunidade escolar. Essa mudança busca melhorar a disciplina e a convivência entre alunos e professores, já que a escola enfrenta problemas como desrespeito aos docentes e uso de drogas nas proximidades. Pais e alunos relatam que a escola tem uma fama negativa na região. Um pai, por exemplo, acredita que a presença de policiais militares ajudará a trazer mais disciplina. No entanto, alguns pais, como uma gerente de projetos, expressam preocupações sobre a perda de liberdade e as regras rígidas que podem ser impostas, como normas para cortes de cabelo e uso de acessórios. Apesar das críticas, a maioria da comunidade escolar votou a favor da mudança, e a Secretaria de Educação espera que a presença dos policiais melhore a situação na escola. Os policiais não atuarão em sala de aula, mas estarão presentes na entrada, saída e intervalos, além de participar de projetos educativos.

A Escola Estadual Professora Anilza Pizoli, localizada em Brasilândia, adotará o modelo cívico-militar a partir do segundo semestre de 2025. A decisão foi aprovada por 87% da comunidade escolar, que acredita que a mudança pode melhorar a disciplina e a convivência entre alunos e professores.

A escola, que atende cerca de duzentos alunos de 11 a 14 anos, enfrenta desafios como desrespeito aos docentes e problemas com drogas nas proximidades. Pais e professores relatam que a unidade possui uma “má fama” na região. Ricardo Duarte Mendes, pai de uma aluna, afirmou: “A escola está bagunçada. Espero que agora melhore.” Ele destacou que a presença de policiais militares pode trazer mais disciplina.

A adesão ao modelo cívico-militar foi decidida após votação da comunidade escolar, que incluiu pais, alunos e professores. A Secretaria Estadual de Educação informou que 302 escolas manifestaram interesse em implementar o modelo. Na Anilza Pizoli, a votação resultou em 87% de apoio à mudança.

Críticas e Apoios

Apesar do apoio, o modelo cívico-militar enfrenta críticas. A gerente de projetos Patricia Fernandes, mãe de uma aluna, expressou preocupações sobre a perda de liberdade individual. “Entendo o ponto de vista de se ter mais segurança e disciplina, mas você perde o livre arbítrio,” disse. As regras do modelo incluem orientações sobre cortes de cabelo e uso de acessórios, o que gera controvérsias.

Os docentes da escola, embora não tenham se manifestado publicamente contra a mudança, esperam que a presença dos policiais militares ajude a melhorar a convivência. Os policiais atuarão na entrada, saída e intervalos, além de participar de projetos educativos. A seleção dos policiais será feita pela Secretaria de Educação até o fim de maio.

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