Frei Chico, irmão do presidente Lula, é um dos principais alvos de uma investigação sobre o desvio de 6,3 bilhões de reais dos aposentados do INSS. Ele já havia sido denunciado em 2019 na Operação Lava Jato, mas a denúncia foi rejeitada. Desde 2008, Frei Chico é diretor do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que está entre as entidades suspeitas de envolvimento no esquema. O Sindnapi arrecadou mais de 300 milhões de reais de seus associados entre 2019 e 2024. A oposição pressiona para que ele preste depoimento na CPI dos Aposentados, enquanto as centrais sindicais defendem sua inocência, afirmando que ele nunca usou sua posição para benefício próprio. O governo tenta barrar a criação da CPI, alegando que a investigação já está sendo feita pela Polícia Federal.
Frei Chico, irmão do presidente Lula, é alvo de CPI por desvios no INSS
O sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é um dos principais alvos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o desvio de R$ 6,3 bilhões dos aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A pressão da oposição para que ele preste depoimento aumenta, enquanto as centrais sindicais defendem sua inocência.
Frei Chico, de 83 anos, é diretor do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) desde 2008. Em 2019, ele foi denunciado na Operação Lava Jato, mas a Justiça rejeitou a acusação. A nova investigação aponta que o Sindnapi arrecadou mais de R$ 300 milhões entre 2019 e 2024, com R$ 90 milhões apenas em 2023.
O líder da oposição, deputado Luciano Zucco (PL-RS), afirmou que as denúncias são graves e que Frei Chico será o primeiro a ser convocado para depor. O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) também destacou a importância de ouvi-lo. O governo, por sua vez, mobilizou esforços para barrar a criação da CPI, alegando que a investigação da Polícia Federal deve seguir sem interferências.
As centrais sindicais, incluindo a CUT e a Força Sindical, emitiram uma nota defendendo Frei Chico, afirmando que ele nunca utilizou sua posição em benefício próprio e que as investigações devem focar nas fraudes no INSS, não na figura do sindicalista.
Entre na conversa da comunidade