Laudelina de Campos Mello, uma importante ativista pelos direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil, foi nomeada heroína da pátria em 2023. Nascida em 1904 em Poços de Caldas, Minas Gerais, ela fundou associações para essas trabalhadoras e organizou eventos culturais. Sua história é contada na exposição “Dignidade e Luta”, no Instituto Moreira Salles, que também apresenta obras de 41 artistas negros. A mostra discute temas como a representação de mulheres negras na mídia e as desigualdades no trabalho doméstico, que ainda persistem. Apesar de avanços, como a regulamentação da profissão em 1972 e a aprovação da PEC das Domésticas em 2013, as trabalhadoras ainda enfrentam problemas como a informalidade e a discriminação. Laudelina começou a trabalhar aos sete anos e, desde jovem, lutou pelos direitos da população negra. Ela também promoveu atividades culturais e deixou sua casa como sede do sindicato das trabalhadoras em Campinas. A exposição, que é gratuita, ficará em cartaz até 14 de setembro de 2025, antes de seguir para São Paulo em 2026.
Laudelina de Campos Mello, ativista histórica pelos direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil, foi nomeada heroína da pátria em 2023. Sua trajetória é celebrada na exposição “Dignidade e Luta”, em cartaz no Instituto Moreira Salles (IMS), em Poços de Caldas, Minas Gerais. A mostra destaca a luta de Laudelina e a arte de quarenta e um artistas negros, abordando desigualdades contemporâneas.
Nascida em 1904, Laudelina fundou as primeiras associações de trabalhadoras domésticas em Santos e Campinas, em 1936 e 1961, respectivamente. Ela organizou eventos culturais e integrou a Frente Negra Brasileira, uma das primeiras organizações a lutar pelos direitos da população negra. A exposição reúne episódios da vida da ativista e obras que refletem a precariedade do trabalho doméstico, um tema central na mostra.
Raquel Barreto e Renata Sampaio, organizadoras da exposição, afirmam que a arte é uma forma de dar visibilidade à luta de Laudelina. A mostra aborda questões como a representação de mulheres negras na mídia, o acesso à cultura e a saúde das trabalhadoras. Apesar dos avanços, a categoria ainda enfrenta desafios, como a informalidade e relações racistas entre empregados e empregadores.
Entre 2012 e 2022, mulheres negras ganharam apenas 86,1% do salário de brancas na mesma função, segundo o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra). A curadoria buscou tratar da herança colonial sem transformar a exposição em um espaço de dor. Laudelina, neta de escravizados, começou a trabalhar aos sete anos e iniciou sua militância aos dezesseis, fundando o Clube 13 de Maio.
A ativista também promoveu bailes e fundou uma escola de dança para jovens negras. Ela faleceu em 1991, deixando sua casa como sede do sindicato das trabalhadoras domésticas em Campinas. A exposição “Dignidade e Luta” ficará em cartaz até 14 de setembro de 2025 e seguirá para o IMS de São Paulo em 2026. A entrada é gratuita.
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