O Tribunal Internacional de Justiça rejeitou o caso do Sudão contra os Emirados Árabes Unidos, que acusava o país de violar a Convenção sobre Genocídio ao apoiar forças paramilitares em Darfur. O tribunal afirmou que não tinha jurisdição para agir contra os Emirados, encerrando o processo. Os Emirados comemoraram a decisão, afirmando que as acusações eram infundadas. O vice-ministro de Relações Exteriores dos Emirados disse que a decisão confirma que o caso nunca deveria ter sido apresentado. O Sudão havia alegado que os Emirados estavam armando as Forças de Apoio Rápido, o que os Emirados negaram. O Sudão também afirmou que um genocídio estava ocorrendo contra o grupo étnico Masalit, com apoio dos Emirados. Desde abril de 2023, o Sudão enfrenta um conflito violento entre dois generais rivais, resultando em uma grave crise humanitária.
O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) rejeitou o caso do Sudão contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), que acusava o país de violar a Convenção sobre Genocídio ao apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF) em Darfur. A decisão foi anunciada na segunda-feira, quando o tribunal afirmou não ter jurisdição para tomar medidas contra os EAU, conforme solicitado por Sudão.
Os Emirados celebraram a decisão, considerando-a uma confirmação da falta de fundamento das acusações. A vice-ministra assistente de Assuntos Políticos dos EAU, Reem Ketait, declarou que a decisão é uma “afirmação clara e decisiva” de que o caso era “totalmente infundado”. Ketait ressaltou que a conclusão do tribunal indica que o Sudão tentou instrumentalizar a corte para desviar a atenção de suas próprias responsabilidades.
Sudão havia apresentado o caso em março, alegando que os EAU armavam as RSF, o que foi repetidamente negado pelos Emirados. O ministro da Justiça interino do Sudão, Muawia Osman, afirmou ao tribunal que “um genocídio está sendo cometido contra o grupo étnico Masalit no oeste do país”, com o apoio dos EAU. Desde abril de 2023, o Sudão enfrenta um conflito intenso entre os generais Abdel Fattah al-Burhan, das Forças Armadas Sudanesas (SAF), e Mohamed Hamdan Dagalo, das RSF, resultando em uma grave crise humanitária.
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