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Flávio Bolsonaro critica proposta de anistia parcial e cobra compromisso de Alcolumbre

Flávio Bolsonaro critica proposta de "meia anistia" de Davi Alcolumbre, que pode excluir o ex-presidente dos benefícios.

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Flávio Bolsonaro criticou Davi Alcolumbre por trabalhar em uma proposta de anistia que não beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro e que ele considera uma “meia anistia”. Alcolumbre está tentando negociar um texto que diferencia os participantes dos ataques de 8 de janeiro, sem conceder perdão a quem participou da tentativa de golpe em Brasília. Flávio afirmou que essa proposta não atende aos interesses do PL, partido que o apoiou, e que ele espera que Alcolumbre cumpra o acordo de pautar a anistia total. Enquanto isso, alguns membros do governo apoiam a ideia de Alcolumbre, acreditando que é melhor buscar um consenso do que enfrentar o Congresso, e ressaltam que a nova proposta não beneficiaria Bolsonaro, caso ele seja condenado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por sua proposta de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Alcolumbre busca um texto que não beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que diferencie os participantes dos ataques.

A proposta em discussão visa alterar a legislação sobre golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O objetivo é penalizar os articuladores da tentativa de golpe, enquanto reduz as penas para aqueles considerados de “menor potencial ofensivo”. Flávio Bolsonaro afirmou que essa “meia anistia” não atende aos interesses do PL, que apoiou Alcolumbre em sua eleição.

Flávio destacou que o acordo feito com Alcolumbre previa a discussão de uma anistia geral. “Queremos virar esta página. Precisamos cobrar que ele paute este assunto”, disse o senador. A proposta de Alcolumbre tem gerado divisões entre as alas política e jurídica do governo. A ala política, que inclui líderes do governo no Congresso, vê a mediação como uma alternativa viável diante da pressão por uma anistia total.

Os representantes dessa ala argumentam que a nova proposta cria uma classificação jurídica que diferencia o peso dos participantes na trama golpista. Além disso, o texto não beneficiaria Jair Bolsonaro, o que é considerado importante por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na versão em discussão, não haveria possibilidade de Bolsonaro, caso condenado, receber uma pena leve.

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