O General Michele Carbone, que lidera a luta contra a lavagem de dinheiro na Itália, alerta que a digitalização e as criptomoedas estão ajudando o crime organizado, especialmente a máfia e a ‘Ndrangheta. Ele destaca a colaboração entre a Direção Investigativa Antimáfia da Itália e a Polícia Federal do Brasil para combater essas ameaças. Carbone menciona que muitos países ainda não cooperam na luta contra o crime, permitindo que organizações criminosas escondam dinheiro em paraísos fiscais. As criptomoedas complicam ainda mais a situação, pois são usadas em canais não regulamentados, dificultando a identificação de atividades ilegais. Além disso, a máfia utiliza inteligência artificial para melhorar suas operações, como monitorar áreas e recrutar jovens por meio de redes sociais. O narcotráfico é a principal fonte de renda para essas organizações, com a ‘Ndrangheta mantendo laços com cartéis sul-americanos. A Direção Investigativa Antimáfia, criada para combater a máfia, também colabora com o Brasil, permitindo que as autoridades brasileiras recebam apoio em investigações relacionadas a crimes que envolvem a Europa.
A Itália intensifica combate à lavagem de dinheiro e crime organizado
O General Michele Carbone, da Guardia di Finanza, lidera a luta contra a lavagem de dinheiro na Itália, enfrentando a máfia e a ‘Ndrangheta. Durante o fórum Cybercrime, realizado no Rio de Janeiro, Carbone destacou a crescente ameaça das criptomoedas e a digitalização, que facilitam as atividades criminosas.
A Direção Investigativa Antimáfia (DIA) colabora com a Polícia Federal do Brasil para combater o crime organizado. Carbone ressaltou que muitos países, como Samoa e Panamá, ainda não cooperam, permitindo que o crime esconda lucros em suas fronteiras. O método “seguir o dinheiro”, criado pelo juiz Giovanni Falcone, continua sendo uma ferramenta essencial, embora enfrente obstáculos em paraísos fiscais.
Desafios da digitalização
As criptomoedas representam uma nova oportunidade para o crime organizado, tornando mais complexa a identificação de operações ilícitas. Carbone afirmou que a desregulamentação financeira e a desmaterialização do sistema financeiro oferecem facilidades para as máfias. A inteligência artificial também é utilizada por organizações criminosas para monitorar sistemas de controle e recrutar jovens por meio de redes sociais.
O narcotráfico é uma das principais fontes de renda para a máfia, com a ‘Ndrangheta estabelecendo laços com cartéis sul-americanos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa colaboração facilita o tráfico de drogas para a Europa, ampliando as operações criminosas.
Colaboração internacional
A DIA, criada a partir da visão de Giovanni Falcone, busca combater organizações mafiosas tanto na Itália quanto em outros países. O Brasil integra a rede @ON, que permite a troca de informações entre as autoridades policiais dos dois países. Carbone destacou a importância da sinergia entre as forças policiais italianas e a colaboração com o Judiciário para enfrentar o crime organizado.
Medidas de combate ao crime organizado também se aplicam ao financiamento de atividades terroristas, evidenciando a interconexão entre esses tipos de crime. A luta contra a lavagem de dinheiro e o narcotráfico continua sendo uma prioridade para as autoridades italianas e brasileiras.
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