A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma prioridade do governo Lula. Ela anunciou que a proposta para acabar com a escala 6×1 será discutida no Congresso e que o governo quer ouvir a sociedade sobre o tema. A proposta, que foi apresentada pela deputada Erika Hilton, sugere uma nova jornada de trabalho de quatro dias com três de folga, totalizando 36 horas semanais. O presidente Lula também comentou sobre a importância de equilibrar a vida profissional e o bem-estar dos trabalhadores. A proposta ainda precisa passar por várias etapas no Congresso, incluindo a aprovação de pelo menos 308 deputados na Câmara. Apesar do apoio popular, a mudança enfrenta resistência de alguns setores, que temem custos mais altos.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou que a redução da jornada de trabalho será uma das prioridades do governo Lula no Congresso Nacional. Em postagem nas redes sociais, a ministra destacou que o debate sobre o fim da escala 6×1 será encaminhado para as comissões pertinentes, visando envolver a sociedade e todos os setores afetados.
A proposta, que visa substituir a atual jornada de trabalho de seis dias com um dia de descanso pela escala 4×3, foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e tramita no Congresso desde fevereiro. A medida propõe uma carga semanal de até 36 horas e um limite diário de oito horas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre o tema, afirmando que é necessário ouvir todos os setores da sociedade para promover um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar dos trabalhadores.
A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação em plenário. Para ser aprovada, requer o apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que haverá mobilização para garantir a aprovação, ressaltando que o tema é “suprapartidário e urgente”.
Apesar do apoio popular, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais, que temem um aumento nos custos operacionais. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) já se posicionou contra a mudança. O movimento “Vida Além do Trabalho”, que ganhou força em 2023, coletou mais de 1,3 milhão de assinaturas em apoio à redução da jornada.
Entre na conversa da comunidade