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José Múcio defende PEC que garante investimentos obrigatórios para as Forças Armadas

Ministro da Defesa, José Múcio, destaca urgência da PEC da Previsibilidade e defende apuração de militares envolvidos em atos golpistas.

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O ministro da Defesa, José Múcio, pediu que se investigue o envolvimento de militares nos ataques de 8 de Janeiro e destacou a importância de separar os que mancharam a imagem das Forças Armadas daqueles que realmente servem ao país. Durante um almoço com empresários em São Paulo, ele defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previsibilidade, que estabelece um piso de gastos obrigatórios com defesa, semelhante ao que já existe para saúde e educação. Múcio argumentou que o Brasil precisa de um investimento mínimo em defesa para garantir a continuidade de contratos e pesquisas na indústria bélica. Ele também comentou sobre a proposta de anistia para os envolvidos nos ataques, afirmando que as Forças Armadas respeitarão a decisão do Legislativo sobre o tema. Apesar do apoio à PEC da Previsibilidade, Múcio reconheceu que a proposta que proíbe militares da ativa de participar de eleições enfrenta dificuldades para ser aprovada a tempo de valer para as eleições de 2026. Ele mencionou que a resistência à PEC pode estar ligada à pressão de polícias militares e à falta de prioridade do governo em relação a esse tema.

O ministro da Defesa, José Múcio, reiterou a necessidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíba a participação de militares da ativa em eleições. A declaração ocorreu durante um almoço com empresários do Grupo Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira, cinco de maio. Múcio destacou a importância de evitar a politização das Forças Armadas.

O ministro também enfatizou a urgência da PEC da Previsibilidade, que estabelece um piso de gastos obrigatórios com defesa. Ele argumentou que o Brasil deve investir um percentual fixo em defesa, assim como já faz em saúde e educação. Múcio propôs um investimento de 2% da receita corrente líquida nacional (RCL), com um aumento gradual de 0,1% ao ano.

Durante o evento, Múcio expressou preocupação com a resistência à proposta de anistia aos envolvidos nos ataques de oito de janeiro. Ele afirmou que o envolvimento de militares na trama golpista deve ser apurado e que é necessário separar “o joio do trigo” nas Forças Armadas. O ministro manifestou um sentimento de “constrangimento” em relação aos indiciamentos de colegas militares, ressaltando a necessidade de preservar a imagem das instituições.

A PEC da Previsibilidade, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), já conta com apoio de parlamentares da oposição e de centro-direita. Múcio acredita que a aprovação da proposta é essencial para garantir a continuidade dos investimentos em defesa, especialmente em um momento de crescente beligerância global. Ele destacou que a proposta deve ser tratada com prioridade, apesar das dificuldades enfrentadas na tramitação da PEC que veda a participação de militares em eleições.

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