Marie Blaise, uma mulher haitiana de 44 anos, morreu em um centro de detenção na Flórida após reclamar de dores no peito. Ela foi atendida, mas recebeu apenas alguns remédios e foi orientada a descansar. Horas depois, começou a ter convulsões e foi declarada morta. Sua morte é uma das sete ocorridas sob custódia da ICE desde o início do segundo mandato de Donald Trump, levantando preocupações sobre as condições de saúde nos centros de detenção. Blaise foi detida em fevereiro ao tentar embarcar para a Carolina do Norte sem visto. Ela passou por várias transferências até chegar ao centro onde faleceu. A deputada Sheila Cherfilus-McCormick criticou a falta de cuidados médicos adequados e pediu uma investigação completa sobre a morte dela. A ICE afirmou que fornece cuidados médicos adequados, mas a agência já foi acusada de negligência em várias ocasiões. Um relatório da ACLU indicou que muitas mortes em centros da ICE poderiam ter sido evitadas com atendimento médico apropriado.
Marie Blaise, uma mulher haitiana de 44 anos, morreu em um centro de detenção da Agência de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE), na Flórida, após relatar dores no peito. Sua morte, ocorrida no dia 25 de abril, é a sétima desde o início do segundo mandato de Donald Trump, levantando preocupações sobre as condições de saúde dos detidos.
Blaise começou a sentir dores no peito e, após uma avaliação, foi diagnosticada com hipertensão. Recebeu medicamentos e foi orientada a descansar. Horas depois, começou a gritar por ajuda e foi declarada morta às 20h35. Desde janeiro, sete migrantes morreram sob custódia da ICE, com casos registrados na Flórida, Arizona, Missouri, Texas e Porto Rico. As vítimas tinham idades entre 27 e 55 anos e eram de diferentes países, incluindo Haiti, Honduras, Colômbia, República Dominicana, Vietnã, Ucrânia e Etiópia.
A causa da morte de Blaise está sob investigação, conforme exigido por lei. A ICE tem um prazo de 90 dias para apresentar um relatório público sobre cada falecimento, incluindo dados demográficos e histórico de imigração. Blaise foi detida em 12 de fevereiro ao tentar embarcar em um voo sem visto válido e foi transferida entre centros até chegar ao de Broward.
Críticas às Condições de Detenção
A deputada Sheila Cherfilus-McCormick, única haitiano-americana no Congresso, criticou a falta de cuidados médicos adequados. Ela afirmou que Blaise não recebeu a atenção necessária antes de sua morte, ressaltando que as condições nos centros de detenção são desumanas e insalubres. Cherfilus-McCormick pediu uma investigação completa sobre o caso e anunciou que visitará o centro onde Blaise faleceu.
A ICE, por sua vez, declarou que está comprometida em garantir ambientes seguros e humanos para os detidos, afirmando que cuidados médicos são fornecidos desde a chegada. No entanto, a agência enfrenta críticas constantes sobre a qualidade do atendimento médico. Um relatório da União Americana das Liberdades Civis (ACLU) revelou que 95% das mortes em instalações da ICE entre 2017 e 2021 poderiam ter sido evitadas com cuidados adequados.
Aumento das Mortes em Custódia
Desde o retorno de Trump ao poder, as condições nos centros de detenção pioraram, com superlotação de 17%. O governo busca aumentar o número de deportações, com uma meta de um milhão por ano. Até agora, apenas três dos sete casos de mortes foram tornados públicos, e todos os migrantes apresentaram saúde aparentemente estável ao serem admitidos, mas deterioraram-se rapidamente.
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