Tainá Santos da Paz, uma paciente em tratamento de câncer, denunciou que suas guias religiosas foram jogadas fora no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro. Ela estava internada para a última sessão de quimioterapia e, ao sair do banho, percebeu que apenas seu celular estava no quarto, enquanto as guias, que representam sua fé no candomblé, haviam desaparecido. Tainá ficou muito triste e falou com sua médica, que tentou ajudar, mas não encontrou as guias. Ela acredita que foram jogadas fora intencionalmente e fez uma denúncia na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. O hospital se manifestou, repudiando a ação e afirmando que respeita todas as crenças, e está acompanhando a investigação para identificar o que aconteceu.
Uma paciente em tratamento contra câncer, Tainá Santos da Paz, denunciou à polícia que suas guias religiosas foram jogadas fora no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
Tainá, de 33 anos, estava internada para a última sessão de quimioterapia quando percebeu que suas guias, que representam sua fé no candomblé, haviam desaparecido. Após deixar os objetos e seu celular no quarto enquanto tomava banho, ao retornar, encontrou apenas o telefone. A paciente relatou que a enfermeira que a ajudou a recolher as miçangas de uma guia arrebentada não demonstrou preocupação ao ver que os fios haviam sumido.
“Fiquei arrasada. Tenho certeza de que jogaram minhas guias fora,” afirmou Tainá. Ela explicou que os cordões têm significados espirituais e simbolizam proteção e fé. A paciente fez a quimioterapia com suas guias, sem saber que estava sendo vítima de intolerância religiosa.
Após receber alta, Tainá registrou a ocorrência na delegacia. A Polícia Civil confirmou que a investigação está em andamento para esclarecer os fatos. O hospital, por sua vez, repudiou a ação e reafirmou seu compromisso com o respeito a todas as crenças. Em nota, a unidade de saúde se solidarizou com a paciente e acompanha a apuração do caso.
Tainá expressou sua preocupação com a falta de atenção ao seu caso e destacou a importância de responsabilizar quem cometeu a ação. “Ninguém merece passar por isso,” concluiu.
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