Centenas de opositores protestaram em Acra contra a suspensão da chefe da justiça de Gana, Gertrude Torkornoo, pelo presidente John Mahama. Eles pedem a reintegração dela, acusando Mahama de violar a constituição e de interferir na independência do judiciário. Torkornoo foi suspensa após o presidente receber petições com alegações não divulgadas sobre sua conduta. Essa é a primeira vez que um chefe da justiça é suspenso no país. O protesto foi liderado pelo partido de oposição New Patriotic Party (NPP), que criticou a decisão como um ataque à democracia. Embora a suspensão tenha gerado controvérsia, alguns advogados defendem que o presidente tem o direito de agir em casos de má conduta. A constituição permite que o presidente suspenda ou demita o chefe da justiça se houver evidências de irregularidades. Torkornoo, que é a terceira mulher a ocupar o cargo, deve ser chamada para responder às alegações em uma investigação.
O presidente de Gana, John Mahama, suspendeu a chefe da Justiça, Gertrude Torkornoo, após receber petições com alegações não divulgadas sobre sua conduta. A decisão gerou protestos em Acra, onde centenas de opositores exigem sua reintegração, acusando Mahama de violar a constituição e interferir na independência do judiciário.
A suspensão de Torkornoo, a primeira na história do país, ocorreu na semana passada. O presidente afirmou que três pessoas apresentaram petições com alegações contra a chefe da Justiça. Os manifestantes, liderados pelo partido de oposição New Patriotic Party (NPP), criticam a ação como uma tentativa de minar a democracia. O organizador nacional do NPP, Nana Boakye Yiadom, declarou que a suspensão é politicamente motivada.
Reações e Implicações
A Ghana Bar Association também se manifestou, considerando a suspensão inconstitucional e pedindo a reversão da decisão. No entanto, alguns advogados defendem que o presidente tem o direito de agir diante de evidências de má conduta, respaldando a posição de Mahama. A constituição de Gana permite ao presidente suspender ou demitir a chefe da Justiça em casos de irregularidades.
Os protestos refletem a preocupação de muitos cidadãos com a integridade do judiciário. Serwaa Akoto, uma das manifestantes, afirmou: “A justiça está sob ataque e queremos que a coisa certa seja feita.” Outro participante, Charles Oteng, destacou que a juventude não aceitará ataques à independência judicial. Torkornoo, a terceira mulher a ocupar o cargo, deve ser convocada para prestar esclarecimentos sobre as alegações.
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