O ministro das Relações Exteriores de Ruanda, Olivier Nduhungirehe, anunciou que o país está começando conversas com os Estados Unidos para receber imigrantes deportados. Ruanda já se apresentou como um destino para migrantes que países ocidentais querem enviar embora, apesar de críticas sobre direitos humanos. Em 2022, Ruanda fez um acordo com o Reino Unido para receber milhares de solicitantes de asilo, mas o acordo foi cancelado no ano passado. Nduhungirehe afirmou que as discussões com os EUA ainda estão em fase inicial e não há detalhes definidos sobre como o processo vai funcionar.
O ministro das Relações Exteriores de Ruanda, Olivier Nduhungirehe, anunciou que o país está em conversas iniciais com os Estados Unidos para receber imigrantes deportados. A declaração foi feita em uma entrevista à televisão estatal no domingo. As negociações ainda estão em estágios iniciais, e detalhes sobre como o processo ocorrerá não foram divulgados.
Ruanda tem se estabelecido como um destino para imigrantes que países ocidentais desejam deportar, apesar das preocupações sobre direitos humanos. O país assinou um acordo com o Reino Unido em 2022 para acolher milhares de solicitantes de asilo, mas o contrato foi cancelado no ano passado pelo novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Nduhungirehe afirmou que as discussões com os EUA estão em andamento, mas ainda não há um cronograma definido. O governo dos Estados Unidos, sob a administração anterior, intensificou a deportação de imigrantes ilegais e não cidadãos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) expressou preocupações sobre o risco de alguns migrantes enviados a Ruanda serem devolvidos a países de origem, o que foi negado por Kigali.
Recentemente, os EUA deportaram um refugiado iraquiano para Ruanda, em resposta a alegações do governo iraquiano de que ele tinha vínculos com o Estado Islâmico. O caso destaca a complexidade das operações de deportação e as tensões entre os países envolvidos.
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