O bispo Joseph Williams, da Diocese de Camden, em Nova Jersey, anunciou que a diocese não vai mais se opor a uma investigação de um grande júri sobre abusos sexuais por clérigos. A diocese estava lutando contra essa investigação em tribunal há anos. Williams, que assumiu a diocese em março, disse que é importante ajudar as vítimas e ouvir suas histórias. A decisão vem após uma audiência no Supremo Tribunal do estado, que ainda não decidiu sobre a questão. O escritório do procurador-geral do estado elogiou a mudança de posição da diocese, enquanto defensores de vítimas consideraram a decisão como algo que deveria ter acontecido antes. A investigação foi motivada por um relatório de 2018 na Pensilvânia, que revelou abusos de mais de mil crianças. A batalha legal da diocese impediu que os resultados da investigação em Nova Jersey fossem divulgados até agora.
A Diocese de Camden, em Nova Jersey, decidiu não mais contestar uma investigação do grande júri sobre abusos sexuais cometidos por clérigos. O bispo Joseph Williams, que assumiu a diocese em março, afirmou que a mudança visa ajudar as vítimas e permitir que suas vozes sejam ouvidas. A decisão ocorre enquanto o Supremo Tribunal do estado ainda analisa um recurso da diocese contra a investigação.
Williams declarou à imprensa que é fundamental que as pessoas afetadas pela Igreja possam se expressar. “Nossos fiéis precisam ouvir isso, e o clero também, para que nunca aconteça novamente”, disse o bispo. A diocese vinha lutando em tribunal para impedir a formação do grande júri, argumentando que a investigação não deveria abranger oficiais da Igreja, mas sim apenas funcionários públicos.
A mudança de posição da diocese foi recebida com otimismo por grupos de apoio às vítimas. Mark Crawford, diretor da Survivors Network for those Abused by Priests, considerou a decisão “tardia, mas encorajadora”. Ele ressaltou que a nova postura do bispo é um passo positivo para a transparência e a justiça.
A investigação foi motivada por um relatório de 2018 na Pensilvânia, que revelou que mais de mil crianças foram abusadas por clérigos desde a década de 1940. Desde então, o procurador-geral de Nova Jersey anunciou uma investigação semelhante, mas os resultados ainda não foram divulgados devido a disputas legais que mantiveram o caso em segredo.
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