Um caçador de 81 anos foi condenado a quatro meses de prisão por matar uma ursa parda chamada Caramelles durante uma caçada ilegal nos Pirineus franceses em 2021. Ele alegou que atirou em legítima defesa, pois a ursa o atacou enquanto ele caçava javalis. O tribunal considerou que a caçada era ilegal e que o caçador não deveria estar na área. Além dele, outros 15 caçadores foram multados e devem pagar um total de 60.000 euros a associações ambientais. A ursa, que tinha 20 anos e estava com seus filhotes, foi preservada por um taxidermista e está em exibição no Museu de História Natural de Toulouse. A população de ursos pardos nos Pirineus, que estava em risco de extinção, começou a se recuperar após um programa de reintrodução da espécie.
Um caçador de oitenta e um anos foi condenado a quatro meses de prisão por matar uma ursa parda chamada Caramelles durante uma caçada ilegal nos Pirineus franceses em novembro de 2021. O homem alegou que agiu em legítima defesa, afirmando que a ursa o atacou enquanto ele caçava javalis.
O tribunal de Foix considerou o caçador culpado pela morte de um animal protegido, que estava acompanhada de seus dois filhotes. Além da pena de prisão, ele recebeu uma multa de € 750 e teve sua licença de caça revogada. Outros quinze caçadores envolvidos na mesma caçada também foram multados, com um total de € 60.000 a ser pago a associações ambientais.
Durante o julgamento, o caçador relatou que a ursa o mordeu e o arrastou, levando-o a disparar sua arma. O incidente ocorreu em uma área não autorizada para caça, a 396 metros de uma zona permitida. A defesa argumentou que faltavam sinalizações adequadas sobre a proibição de caça no local.
A condenação foi bem recebida por grupos de preservação da fauna, que destacaram a importância da decisão para a proteção da espécie. A população de ursos pardos nos Pirineus, que estava em risco de extinção, tem se recuperado desde a reintrodução de ursos provenientes da Eslovênia na década de 1990. Atualmente, estima-se que existam entre 97 e 127 ursos na região, segundo a Oficina Francesa para a Biodiversidade.
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