A deputada federal Enfermeira Rejane, do PCdoB-RJ, denunciou que tem sido frequentemente barrada ao tentar acessar espaços na Câmara dos Deputados, mesmo usando seu broche de identificação. Ela afirmou que funcionários questionam sua condição de parlamentar, o que a faz acreditar que isso pode estar relacionado à sua cor e à sua roupa. Em um discurso no plenário, Rejane expressou sua indignação e se perguntou se uma deputada branca enfrentaria o mesmo tratamento. Ela já foi tratada de forma hostil em várias ocasiões, incluindo ao tentar entrar no plenário e em elevadores. Rejane, que está em seu primeiro mandato, já havia enfrentado racismo durante seu tempo como deputada estadual, mas não se lembrava de ter seu cargo questionado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela pediu mais treinamento para os funcionários da Câmara e campanhas de conscientização sobre o respeito a todos os parlamentares.
A deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) denunciou, em discurso no plenário da Câmara, que tem sido frequentemente barrada por funcionários ao tentar acessar espaços da Casa. A parlamentar, que assumiu o cargo em fevereiro de 2023, atribui essa hostilidade à sua cor e vestimenta.
Rejane, uma das 22 deputadas federais negras no Brasil, relatou que é questionada sobre sua condição de parlamentar, mesmo utilizando seu broche de identificação. “Todas as vezes que entro sou barrada perguntando se sou ou não deputada”, afirmou. A deputada questionou se uma mulher branca enfrentaria o mesmo tratamento.
Em entrevista ao g1, Rejane expressou sua frustração por não ter recebido apoio significativo de seus colegas. Ela mencionou que, durante sua trajetória como deputada estadual, entre 2010 e 2022, também enfrentou racismo, mas não recorda de ter seu cargo questionado por funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A deputada ressaltou a necessidade de um melhor treinamento para os funcionários da Câmara e defendeu campanhas de conscientização sobre racismo. Rejane, que já atuou por doze anos na Alerj, afirmou que a cultura de desrespeito deve ser combatida. Ela espera continuar lutando por direitos de grupos marginalizados, como negros, LGBTs, mulheres e profissionais da enfermagem.
Entre na conversa da comunidade