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Governos locais podem reduzir desigualdade e promover desenvolvimento na América Latina

Governos locais na América Latina podem reduzir desigualdades, segundo relatório da CAF, que propõe melhorias fiscais e adaptação climática.

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Muitos cidadãos da América Latina e do Caribe vivem longe das capitais, dependendo dos governos locais para decisões que afetam suas vidas. Um relatório da CAF, apresentado em 2025, mostra como esses governos podem ajudar a reduzir desigualdades. O documento sugere melhorar a arrecadação de impostos e se adaptar às mudanças climáticas. A CAF analisou 18.236 municípios e destacou que dois terços da população da região vive em apenas 20% desses municípios. O relatório também apresenta dados sobre educação, saúde e acesso à internet, que podem ajudar na formulação de políticas públicas. O presidente da CAF, Sergio Díaz-Granados, enfatizou a importância da digitalização e da inovação para aumentar a arrecadação e melhorar os serviços públicos. Ele mencionou exemplos de boas práticas, como a gestão de empresas públicas em Medellín, e projetos de adaptação ao clima em cidades brasileiras. O relatório alerta que a preocupação dos prefeitos com as crises climáticas e hídricas não é suficiente diante da gravidade da situação. A CAF acredita que os governos locais devem buscar mais autonomia e investir em desenvolvimento, mesmo sem abrir mão das transferências do governo central.

O relatório da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe) de 2025, apresentado em Brasília, destaca como os governos locais podem atuar na redução da desigualdade na região. O estudo revela que metade da população da América Latina e do Caribe vive a mais de 500 quilômetros das capitais, dependendo de decisões locais que impactam diretamente suas vidas.

O documento propõe estratégias para melhorar a arrecadação de impostos e adaptar as políticas ao clima, visando um desenvolvimento mais justo e resiliente. A CAF já investiu cerca de R$ 5 bilhões em projetos geridos por governos locais nos últimos seis anos, focando em áreas como gestão de água, saneamento e acesso à saúde.

Dados Relevantes

O relatório inclui uma base de dados abrangente sobre 18.236 municípios e 262 governos regionais, abordando indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como analfabetismo e acesso à internet. Essa ferramenta visa auxiliar na formulação de políticas públicas e na pesquisa acadêmica.

O presidente executivo da CAF, Sergio Díaz-Granados, enfatizou a importância de inovações tecnológicas para fortalecer a arrecadação de impostos. A digitalização dos cadastros, por exemplo, pode aumentar a receita do imposto predial. O relatório também sugere a criação de novos tributos, como sobre bebidas alcoólicas e açucaradas, que podem melhorar a saúde pública.

Desafios e Oportunidades

Díaz-Granados alertou que a preocupação dos prefeitos com a crise climática não está à altura dos desafios enfrentados, especialmente nas grandes cidades. O relatório menciona iniciativas de adaptação em municípios brasileiros, como sistemas de drenagem em São Bernardo do Campo e recuperação de lagunas em Niterói.

A CAF acredita que o fraco crescimento econômico da última década deve incentivar os governos locais a buscar maior autonomia em relação aos governos centrais. O relatório também destaca a importância das remessas enviadas por latinos nos Estados Unidos, que somam cerca de US$ 110 bilhões anuais, atuando como um estabilizador social na região.

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