A OneTaste, uma startup de bem-estar, promovia a meditação orgásmica como forma de empoderamento feminino, mas agora enfrenta sérias acusações. Nicole Daedone e Rachel Cherwitz, líderes da empresa, foram acusadas de conspiração para trabalho forçado, com o julgamento previsto para durar até seis semanas. Os promotores afirmam que a OneTaste recrutava pessoas vulneráveis e as controlava, levando-as a dívidas e coação sexual. Daedone e Cherwitz se declararam inocentes e podem enfrentar até 20 anos de prisão se condenadas. A defesa argumenta que as provas são falsas, citando problemas com diários de uma ex-integrante que foram considerados não autênticos. A OneTaste, que já teve apoio de celebridades, agora enfrenta alegações de abuso e características de seita, enquanto a empresa tenta se reerguer com um novo modelo de franquias.
A startup de bem-estar OneTaste, conhecida por promover a meditação orgásmica como forma de empoderamento feminino, enfrenta sérias acusações. Nicole Daedone e Rachel Cherwitz, líderes da empresa, foram acusadas de conspiração para trabalho forçado. O julgamento, que pode durar até seis semanas, começou na segunda-feira, com a seleção do júri.
Os promotores do Distrito Leste de Nova York alegam que a OneTaste recrutava pessoas vulneráveis, incluindo sobreviventes de traumas sexuais, e as controlava, levando-as a dívidas e retendo salários. As acusadas se declararam inocentes e enfrentam até 20 anos de prisão se condenadas. A defesa argumenta que as provas são fabricadas e que as acusações são resultado de uma narrativa distorcida pela mídia.
Daedone, cofundadora da OneTaste, afirmou que as acusações contra ela são infundadas. Em um discurso no TEDx em 2011, ela mencionou um “transtorno de déficit de prazer” na sociedade e defendeu a meditação orgásmica como uma solução. A prática envolvia um ritual em que uma mulher, nua da cintura para baixo, era acariciada por um homem.
Acusações e Defesas
A OneTaste ganhou notoriedade, atraindo celebridades como Khloe Kardashian e Gwyneth Paltrow. No entanto, ex-integrantes relataram abusos e características de seita. Uma investigação da Bloomberg Businessweek em 2018 revelou que membros eram incentivados a usar cartões de crédito para pagar cursos e trabalhar sem remuneração.
Recentemente, os promotores enfrentaram um revés quando uma das principais provas, diários de uma ex-integrante, foi considerada não autêntica. A defesa argumenta que a integridade da investigação está comprometida. Os advogados de Daedone e Cherwitz afirmaram que a acusação é baseada em testemunhos questionáveis, incluindo relatos de uma ex-integrante que recebeu pagamento para participar de um documentário.
O caso continua a atrair atenção, com promotores planejando convocar outros ex-membros como testemunhas. A OneTaste, que já fechou suas unidades nos EUA, agora opera por meio de um aplicativo gratuito e busca um novo modelo de franquias.
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