O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, gerou polêmica ao dizer que os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro “podiam ir todos para a vala” durante a inauguração de uma escola. Isso levou a um pedido de impeachment contra ele, protocolado pelo deputado Leandro de Jesus, que o acusa de incitar violência política. O pedido destaca que a fala de Jerônimo fere princípios como a dignidade humana e o pluralismo político. A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos, que é aliada do governador, reconheceu que ele se excedeu, mas minimizou a situação. Além do impeachment, Leandro de Jesus também fez uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando que Jerônimo violou direitos fundamentais. A declaração do governador, que criticou a gestão de Bolsonaro durante a pandemia, gerou reações negativas, incluindo uma representação no Supremo Tribunal Federal. Após a repercussão, Jerônimo pediu desculpas, afirmando que sua fala foi mal interpretada e que não teve intenção de incitar violência.
Após a declaração polêmica do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, durante a inauguração de uma escola, um pedido de impeachment foi protocolado. O governador criticou os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que poderiam “ir todos para a vala”. A fala gerou reações adversas e acusações de incitação à violência política.
O pedido de impeachment foi apresentado pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) e será analisado pela Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). No documento, o parlamentar argumenta que a declaração de Jerônimo afronta princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e o pluralismo político. “A intimidação de eleitores constitui um ataque à cidadania e à soberania popular”, diz o requerimento.
A presidente da Alba, Ivana Bastos (PSD), minimizou a situação, embora reconhecesse que Jerônimo “se excedeu” em sua fala. Ela defendeu que o governador é uma pessoa religiosa e que sua intenção não foi incitar violência. Além do impeachment, Leandro de Jesus também apresentou uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), alegando violação de direitos fundamentais.
Repercussões e Desdobramentos
A polêmica se intensificou com a representação do deputado Diego Castro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), que alega que Jerônimo ultrapassou os limites do discurso político. O PL, junto ao deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração dos fatos.
A fala que gerou a crise ocorreu na inauguração da Escola Estadual Nancy da Rocha Cardoso, em América Dourada. Durante seu discurso, Jerônimo criticou a gestão de Bolsonaro na pandemia de Covid-19 e fez comentários agressivos sobre os eleitores do ex-presidente. Após a repercussão negativa, ele se retratou, afirmando que sua declaração foi descontextualizada e que não teve intenção de incitar violência.
Entre na conversa da comunidade