O ex-presidente Jair Bolsonaro realizou uma manifestação em Brasília no dia 7 de novembro, onde pediu anistia para os envolvidos nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O evento reuniu cerca de 4 mil pessoas, de acordo com uma contagem feita por um monitoramento que usa tecnologia de inteligência artificial para analisar imagens aéreas. Durante o ato, Bolsonaro desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a anistia é um direito do Parlamento. Ele foi acompanhado por sua ex-esposa, Michelle Bolsonaro, e outros políticos que criticaram a atuação do Judiciário. A manifestação foi a primeira desde os ataques de janeiro e os participantes expressaram descontentamento com o que chamaram de “ditadura do Judiciário”. O pastor Silas Malafaia também esteve presente e defendeu que a anistia é uma questão exclusiva do Congresso.
Milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em Brasília nesta quarta-feira, 7, para manifestar apoio à anistia dos envolvidos nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente, que participou do ato após receber alta médica, discursou em um trio elétrico e desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, que ocorreu próximo à Catedral Metropolitana, contou com a presença de cerca de 4 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common. A contagem foi realizada com o uso de imagens aéreas analisadas por inteligência artificial. Em comparação, um ato anterior em abril reuniu 44,9 mil manifestantes na Avenida Paulista.
Bolsonaro afirmou que a anistia é um ato político exclusivo do Parlamento e que, se aprovada, não deve ser contestada por outros Poderes. “Se o Parlamento votou, ninguém tem que se meter em nada”, declarou. O ex-presidente também comemorou a adesão do público, ressaltando que a manifestação em uma quarta-feira foi uma surpresa.
Críticas ao Judiciário
Durante o ato, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outros políticos criticaram a atuação do Judiciário. Michelle citou decisões de ministros do STF, como Gilmar Mendes, para justificar a anistia. O pastor Silas Malafaia também se manifestou, afirmando que a anistia é uma prerrogativa do Legislativo e que o STF não deve interferir.
Os discursos durante a caminhada dos manifestantes, que se deslocaram da Torre de TV até o Congresso Nacional, abordaram a “ditadura do Judiciário” e a necessidade de respeito ao Parlamento. O deputado Delegado Caveira (PL-PA) e outros parlamentares incitaram o público contra a liderança da Câmara dos Deputados.
Bolsonaro, que enfrenta inelegibilidade devido a condenações no Tribunal Superior Eleitoral, reafirmou sua posição em favor da anistia, enquanto os apoiadores clamavam por justiça para os condenados.
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