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Juiz eleitoral cassou mandato de prefeito por suposta ligação com facção criminosa

Juiz eleitoral cassou mandatos de Braguinha e Gardel por suposta ligação com o Comando Vermelho nas eleições de 2024 em Santa Quitéria.

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O juiz eleitoral cassou os mandatos do prefeito Braguinha e do vice Gardel Padeiro, de Santa Quitéria, por suposta ligação com a facção criminosa Comando Vermelho durante as eleições de 2024. As investigações indicam que a facção teria doado drogas a eleitores em troca de votos e ameaçado adversários. A denúncia, feita pelo Ministério Público, também sugere que essas práticas ocorreram nas eleições de 2020, quando Braguinha foi eleito pela primeira vez. Desde janeiro, a cidade é administrada pelo presidente da Câmara, Joel Barroso, filho de Braguinha, devido a uma ordem judicial. O MP destacou que a facção tentou controlar a eleição para beneficiar Braguinha, intimidando opositores e interferindo nas decisões da Justiça Eleitoral. O juiz considerou as ações graves, afirmando que elas comprometem a liberdade de escolha dos eleitores. A decisão pode ser contestada.

O juiz eleitoral Magno Gomes de Oliveira cassou os mandatos do prefeito de Santa Quitéria, Braguinha (PSB), e do vice-prefeito Gardel Padeiro (PP) por suposta colaboração com a facção criminosa Comando Vermelho nas eleições de 2024. A decisão foi assinada na quarta-feira, 7 de maio de 2025.

As investigações indicam que a facção teria doado drogas a eleitores em troca de votos e ameaçado adversários políticos. Há indícios de que essas práticas também ocorreram nas eleições de 2020, quando Braguinha foi eleito pela primeira vez. Desde janeiro, a cidade é administrada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Joel Barroso, filho de Braguinha.

O Ministério Público do Ceará apontou abuso de poder político e econômico nas ações de Braguinha e Gardel durante a campanha. A denúncia inclui depoimentos de adversários, como Tomas Figueiredo (MDB), que relatou dificuldades em realizar eventos e ameaças a seus apoiadores. O MP também mencionou pichações feitas por membros do CV, alertando sobre consequências para quem apoiasse Figueiredo.

Ameaças e Intimidações

O líder do Comando Vermelho na cidade, Paulinho Maluco, teria participado de atos de campanha de Braguinha e ordenado ameaças a opositores. Conversas interceptadas pela Polícia Federal revelaram que ele enviou mensagens intimidatórias a apoiadores de Figueiredo. O MP argumentou que a reeleição de Braguinha beneficiaria os interesses da facção criminosa.

A Justiça Eleitoral também teria sido alvo de ameaças. Um servidor do Cartório Eleitoral relatou ter recebido um telefonema com ameaças de morte caso não cessassem as decisões contra os “manos” do CV. O juiz considerou as evidências graves, afirmando que houve tentativa de cercear a liberdade de escolha dos eleitores, o que compromete o Estado Democrático de Direito. A decisão pode ser contestada.

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