Sean “Diddy” Combs, um famoso rapper e produtor, começou a ser julgado em Nova York por acusações de tráfico sexual e extorsão. Ele é acusado de usar seu poder e influência para coagir mulheres a participar de maratonas sexuais, chamadas “freak-offs”, onde elas eram supostamente drogadas e ameaçadas. Combs, que se declarou inocente, pode enfrentar prisão perpétua se condenado. O julgamento, que começou com a seleção do júri, deve durar várias semanas. Cassie Ventura, sua ex-namorada, é uma testemunha importante e já fez acusações de abuso contra ele. O caso atraiu grande atenção da mídia e pode ter um impacto significativo na indústria musical.
O julgamento de Sean “Diddy” Combs, magnata da música, começou nesta segunda-feira (5) em Nova York. Ele enfrenta acusações de tráfico sexual, extorsão e violência, podendo ser condenado à prisão perpétua. A seleção do júri está em andamento e deve ser concluída até o final da semana.
Combs, de 55 anos, se declarou inocente de todas as acusações. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa que, segundo os promotores, coagia vítimas a participar de maratonas sexuais conhecidas como “freak-offs”, frequentemente sob efeito de drogas. O rapper está detido desde setembro de 2024 e teve pedidos de fiança negados.
A ex-namorada de Combs, Cassie Ventura, será uma testemunha chave no julgamento. Ela processou o rapper em 2023, alegando abuso físico e sexual ao longo de seu relacionamento. Um vídeo de 2016, que mostra Combs agredindo Ventura, foi admitido como evidência no tribunal.
O caso inclui mais de 60 processos civis contra Combs, com alegações de má conduta sexual de diversas vítimas. O advogado Andrew Van Arsdale, que representa várias dessas vítimas, afirmou que há mais de 400 novas reivindicações potenciais. Ele destacou que muitos clientes hesitaram em se manifestar devido ao poder e influência de Combs.
Os promotores planejam apresentar testemunhas e evidências que demonstram um padrão de comportamento abusivo por parte de Combs. O julgamento deve durar várias semanas, com as declarações iniciais programadas para o dia 12 de maio. A expectativa é que o caso tenha um impacto significativo na indústria musical, que até agora escapou de um exame mais rigoroso sobre questões de abuso sexual.
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