Um negociante de arte de Londres, Oghenochuko Ojiri, se declarou culpado de vender obras para Nazem Ahmad, um colecionador sancionado pelos Estados Unidos desde 2019 por financiar o Hezbollah. Ojiri admitiu ter cometido oito crimes por não informar sobre financiamento terrorista durante uma audiência em Londres. Ele foi acusado pela polícia após uma investigação sobre financiamento de terrorismo. O promotor disse que Ojiri sabia que Ahmad era suspeito de financiar terrorismo e que ele preencheu documentos de venda em nomes de outras pessoas para esconder a verdadeira propriedade das obras. Entre 2020 e 2021, Ojiri vendeu cerca de £140,000 em arte para Ahmad, que já enfrentava outras acusações nos EUA por violar sanções.
O negociante de arte de Londres, Oghenochuko Ojiri, se declarou culpado de oito acusações de não divulgar financiamento terrorista. As vendas ocorreram entre 2020 e 2021, totalizando £140.000 (aproximadamente R$ 1 milhão), para Nazem Ahmad, um colecionador sancionado pelos EUA desde 2019 por financiar o Hezbollah.
Ojiri foi acusado durante uma audiência em Londres e se tornou a primeira pessoa a ser processada sob a seção 21A da Lei de Terrorismo de 2000. A investigação foi conduzida pela Unidade Nacional de Investigação Financeira de Terrorismo (NTFIU), em colaboração com o Escritório de Implementação de Sanções Financeiras (OFSI) e outras agências reguladoras do setor de arte.
O promotor Lyndon Harris afirmou que Ojiri tinha conhecimento das sanções contra Ahmad e que ele mesmo acessou notícias sobre o caso. Além de negociar as vendas, Ojiri também preencheu documentos em nome de terceiros, supostamente para ocultar a verdadeira propriedade das obras. As transações ocorreram entre outubro de 2020 e dezembro de 2021.
Em 2023, Ahmad enfrentou acusações federais nos EUA por violar sanções, envolvendo US$ 440 milhões em importações e exportações de arte e diamantes. Oito pessoas, incluindo familiares de Ahmad, também foram acusadas.
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