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Artista de Londres se declara culpado por vender obras a financiador do Hezbollah

Negociante de arte se declara culpado por não revelar financiamento terrorista ao vender obras para colecionador sancionado pelos EUA.

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Um negociante de arte de Londres, Oghenochuko Ojiri, se declarou culpado de não revelar financiamento terrorista ao vender obras para Nazem Ahmad, um colecionador sancionado pelos EUA desde 2019 por apoiar o Hezbollah. Ojiri admitiu ter cometido oito infrações durante uma audiência no tribunal. Ele foi acusado pela polícia após uma investigação sobre financiamento de terrorismo, em colaboração com várias agências governamentais. O promotor afirmou que Ojiri sabia que Ahmad era suspeito de financiar o terrorismo e que ele preencheu documentos de venda em nomes de outras pessoas para esconder a verdadeira propriedade das obras. Entre outubro de 2020 e janeiro de 2022, Ojiri vendeu cerca de £140.000 em arte para Ahmad, que também enfrenta acusações nos EUA por violar sanções com transações de arte e diamantes.

O negociante de arte londrino Oghenochuko Ojiri se declarou culpado de oito acusações de não revelar financiamento terrorista durante uma audiência em Londres. As acusações estão ligadas à venda de obras para Nazem Ahmad, um colecionador sancionado pelos Estados Unidos desde 2019 por financiar o Hezbollah, grupo militante libanês.

A investigação foi conduzida pela Unidade Nacional de Investigação Financeira de Terrorismo (NTFIU), em colaboração com o Escritório de Implementação de Sanções Financeiras (OFSI) e outras agências. Ojiri, de cinquenta e três anos, é conhecido por sua galeria em East London e por sua participação em programas da BBC, como Bargain Hunt.

O promotor Lyndon Harris afirmou que Ojiri sabia das suspeitas sobre Ahmad e suas ligações com o financiamento de terrorismo. “Ele acessou notícias sobre Ahmad e discutiu o assunto com outros, indicando seu conhecimento sobre as sanções”, disse Harris. O negociador também preencheu documentos de vendas em nomes de terceiros, supostamente para ocultar a verdadeira propriedade das obras.

As transações ocorreram entre outubro de 2020 e dezembro de 2021, com um valor total estimado em aproximadamente £ 140 mil (cerca de R$ 186 mil). Em 2023, Ahmad foi acusado de violar sanções dos EUA em um esquema envolvendo US$ 440 milhões em arte e diamantes, com outros oito indivíduos, incluindo familiares, também enfrentando acusações.

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