O desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, convocou uma audiência para ouvir o ex-presidente da CBF, Coronel Antônio Carlos Nunes, na próxima segunda-feira. Isso aconteceu depois que o Supremo Tribunal Federal pediu uma investigação sobre a possibilidade de sua assinatura em um acordo ter sido falsificada. Esse acordo, feito no início do ano, permitiu que Ednaldo Rodrigues continuasse na presidência da CBF. Recentemente, surgiram pedidos para que o STF reconsiderasse o acordo, com a alegação de que Nunes, devido à sua saúde debilitada, não estava em condições de assinar. Um laudo médico confirmou que ele tem um tumor no cérebro e um déficit cognitivo. O desembargador decidiu ouvir Nunes para esclarecer a situação, citando indícios de que ele não estava apto a assinar o documento. Além disso, a intimação será feita ao diretor jurídico da CBF, que representou Nunes na assinatura do acordo.
O desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, convocou uma audiência para ouvir o Coronel Antônio Carlos Nunes, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na próxima segunda-feira. A medida ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a investigação sobre a possível falsificação da assinatura de Nunes em um acordo que permitiu a continuidade de Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF.
O acordo, firmado no início deste ano, encerrou uma ação que questionava a validade do estatuto da CBF e das eleições anteriores. Recentemente, dois pedidos foram apresentados ao STF, solicitando a reconsideração do acordo. A deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e o vice-presidente da CBF, Fernando Sarney, argumentam que Nunes, devido a problemas de saúde, não teria condições de assinar o documento.
Um laudo pericial indicou que a assinatura em questão pode ter sido falsificada. O ministro Gilmar Mendes, do STF, negou o afastamento imediato de Ednaldo Rodrigues e a suspensão do acordo, mas enviou o caso para o TJ-RJ, determinando a apuração urgente dos fatos. O desembargador Zéfiro destacou que há indícios de que Nunes não estava apto a manifestar sua vontade no momento da assinatura.
Condições de Saúde
A decisão do desembargador menciona quatro indícios que levantam suspeitas sobre a capacidade de Nunes. Entre eles, está o diagnóstico de neoplasia cerebral maligna, que ele enfrenta desde 2018, e um laudo médico que atesta déficit cognitivo. Além disso, uma procuração pública datada de um dia após o laudo confere amplos poderes a outra pessoa para gerenciar suas finanças.
O desembargador também citou uma ação movida por Nunes, na qual ele reconhece sua condição de saúde debilitada. A intimação para a audiência será feita ao diretor jurídico da CBF, André Mattos, que representou Nunes na assinatura do acordo.
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