Liz Reid, que lidera a busca do Google, disse em um julgamento que a empresa precisaria de 1.000 a 2.000 funcionários para implementar as mudanças sugeridas pelo Departamento de Justiça, que está processando a empresa por monopólio no mercado de buscas. O DOJ quer que o Google compartilhe dados de busca e pare de usar práticas de “sindicação forçada”, que garantem que seu mecanismo de busca seja a opção padrão em navegadores e smartphones. A Apple, por exemplo, recebe bilhões do Google para isso. Reid também mencionou que o Google tem um banco de dados chamado “Knowledge Graph” com mais de 500 bilhões de informações e que a empresa investiu mais de 20 bilhões de dólares em tecnologia e aquisição de conteúdo ao longo dos anos. Ela alertou que compartilhar dados pode trazer riscos à privacidade. O julgamento deve ter suas alegações finais nos dias 29 e 30 de maio, com a decisão do juiz esperada para agosto. Além disso, o Google enfrentará outro julgamento relacionado ao seu negócio de tecnologia publicitária em setembro.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) está processando o Google por monopólio no mercado de busca. O julgamento, que examina possíveis penalidades e mudanças nas práticas da empresa, teve novos desdobramentos nesta semana. Liz Reid, chefe de busca do Google, afirmou que a empresa precisaria alocar entre 1.000 e 2.000 funcionários para implementar as mudanças sugeridas pelo DOJ.
Durante o julgamento, que se aproxima do fim, o DOJ propôs que o Google compartilhe dados de busca, como informações de cliques, e elimine práticas de “sindicação forçada”. Essa prática envolve acordos que garantem que o Google permaneça como o mecanismo de busca padrão em navegadores e dispositivos móveis. Um exemplo é o contrato com a Apple, que recebe bilhões de dólares anualmente para manter o Google como a opção padrão em iPhones.
Reid também destacou que o banco de dados “Knowledge Graph” do Google contém mais de 500 bilhões de fatos e que a empresa investiu mais de R$ 20 bilhões em engenharia e aquisição de conteúdo ao longo de mais de uma década. Ela argumentou que compartilhar dados poderia representar riscos à privacidade dos usuários.
O DOJ também sugeriu que o Google se desfaça de seu navegador Chrome, embora essa proposta não tenha sido incluída na estimativa inicial de Reid. As alegações finais do julgamento estão agendadas para os dias 29 e 30 de maio, com a decisão do juiz prevista para agosto. Além disso, a empresa enfrentará um outro julgamento relacionado ao seu negócio de tecnologia publicitária, marcado para 22 de setembro.
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