O governo Lula começou uma operação para expulsar garimpeiros da Terra Indígena Kayapó, no Pará, onde a exploração ilegal de ouro tem causado conflitos entre os indígenas. Durante uma reunião com líderes kayapós, o governo ouviu pedidos por alternativas de renda após a expulsão dos invasores. A maioria das 55 aldeias da região se opõe ao garimpo, que envolve a cooptação de indígenas. A operação, que deve durar 90 dias, conta com a participação de órgãos como a Funai e o Exército. Um plano de gestão territorial foi discutido, focando em atividades como produção de castanha, etnoturismo e agricultura, sem incluir o garimpo. A operação também visa destruir a infraestrutura do garimpo ilegal, que afeta a vida nas comunidades e polui os rios. A situação é complicada pela presença de novos garimpos e pela desinformação que apoia essas atividades.
O governo federal iniciou uma operação de desintrusão na Terra Indígena Kayapó, no Pará, para expulsar garimpeiros ilegais. A ação, que começou em 2 de maio de 2025, visa combater a exploração de ouro que tem gerado conflitos internos nas comunidades indígenas. A operação conta com a participação de órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sob coordenação da Casa Civil.
A Terra Indígena Kayapó é a área com mais garimpos ilegais no Brasil, onde a cooptação de indígenas para facilitar o acesso a maquinários pesados tem sido uma prática comum. A maioria das 55 aldeias da região se opõe ao garimpo, mas há divisões internas. Durante uma reunião em Tucumã, no dia seguinte ao anúncio da operação, cerca de 70 lideranças kayapós discutiram alternativas de renda com representantes do governo.
O plano de gestão territorial, aprovado em assembleia geral em 2024, não inclui atividades de garimpo. O governo propõe fortalecer cadeias produtivas como castanha, açaí e etnoturismo. Nilton Tubino, assessor da Casa Civil, afirmou que a operação busca desmantelar a estrutura do garimpo ilegal, que ocupa cerca de 18 mil hectares na região.
A operação é considerada complexa devido à cooptação de indígenas e à disseminação de informações falsas sobre suas intenções. Tubino destacou que a destruição de equipamentos e acampamentos já começou, com foco em garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas. A situação na Terra Indígena Kayapó continua a ser monitorada, com alertas sobre novos garimpos surgindo na área.
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