Um grupo de migrantes, incluindo um filipino, estava prestes a ser deportado para a Líbia, mas a operação foi cancelada por um juiz que apontou a falta de notificação adequada. O advogado do filipino, Johnny Sinodis, disse que seu cliente foi informado sobre a deportação para a Líbia, o que gerou preocupação, já que ele deveria ser enviado de volta às Filipinas. Na manhã da deportação, os migrantes foram levados para um local onde um avião militar os aguardava, mas acabaram retornando ao centro de detenção sem explicações. O juiz Brian Murphy havia emitido uma ordem anterior que proibia deportações para países que não fossem os de origem dos migrantes sem aviso prévio. Grupos de defesa dos imigrantes entraram com um pedido de emergência para bloquear as deportações, citando a necessidade de notificação e a possibilidade de violação de direitos humanos na Líbia. O governo da Líbia negou qualquer acordo sobre a recepção de migrantes dos EUA, enquanto o juiz reiterou que qualquer deportação sem o devido processo violaria sua ordem.
Na madrugada de quarta-feira, um grupo de migrantes detidos no Texas foi transportado para uma base militar, onde um avião aguardava para deportá-los, incluindo um filipino que acreditava ser enviado para a Líbia. O advogado Johnny Sinodis relatou que seu cliente, que deveria ser deportado para as Filipinas, foi surpreendido com a informação de que seu destino seria a Líbia, um país criticado por violações de direitos humanos.
A operação de deportação foi cancelada após um juiz alertar sobre a falta de notificação adequada aos migrantes. Sinodis afirmou que seu cliente e outros doze detidos foram mantidos em um ônibus por horas antes de serem levados de volta ao centro de detenção sem explicações. O avião militar, que deveria partir para a Líbia, não decolou e foi redirecionado para Guantânamo, transportando apenas pessoal militar.
A administração Trump estava avançando com planos de deportação para a Líbia, apesar da recusa do governo líbio em confirmar qualquer acordo. A situação gerou uma reação imediata de grupos de defesa dos direitos dos imigrantes, que apresentaram um pedido de emergência para bloquear as deportações, argumentando que os migrantes não receberam a notificação necessária para contestar suas remoções.
O juiz Brian Murphy já havia emitido uma ordem anterior, impedindo deportações para países que não sejam os de origem dos migrantes sem o devido aviso. Ele reiterou que qualquer tentativa de enviar migrantes para a Líbia ou Arábia Saudita sem notificação violaria sua decisão. A situação destaca as tensões em torno das políticas de imigração da administração Trump e as preocupações com os direitos humanos dos migrantes.
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