A modelo Milla Vieira, que ganhou o Miss São Paulo 2024, processou a Meta, dona do Instagram, após receber comentários racistas nas redes sociais. O juiz Antonio Manssur Filho, que cuida do caso, mandou retirar quatro postagens ofensivas e pediu os dados de 93 usuários que fizeram os ataques. A Meta informou que algumas contas estão inativas e que precisa de mais informações para localizar outras. A defesa de Milla, liderada pelo advogado Eduardo Barbosa, pediu uma multa de R$ 50 mil por descumprimento, já que uma das postagens ainda está no ar. Além disso, um homem acusado de injúria racial já foi identificado e prestou depoimento à polícia. A Meta não quis comentar sobre o caso.
A modelo Milla Vieira, vencedora do Miss São Paulo 2024, processou a Meta após receber comentários racistas nas redes sociais. O caso, que tramita na 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, em São Paulo, foi motivado pela série de ofensas que Milla enfrentou após sua vitória.
O juiz Antonio Manssur Filho determinou a exclusão de quatro publicações ofensivas e a identificação de noventa e três usuários envolvidos nos ataques. A decisão judicial incluiu uma multa de R$ 50 mil caso a ordem não fosse cumprida. O objetivo é rastrear os responsáveis pelos comentários racistas e permitir que respondam criminalmente.
A Meta, em resposta ao Tribunal de Justiça de São Paulo, alegou que sete contas citadas já estavam inativas e que outras onze precisavam de “informações adicionais” para serem localizadas. Apesar da decisão favorável, a defesa de Milla, liderada pelo advogado Eduardo Barbosa, destacou que uma das publicações racistas ainda permanece ativa.
Desdobramentos do Caso
Em fevereiro de 2025, a defesa solicitou a aplicação da multa por descumprimento da ordem judicial. Além da ação civil, a esfera criminal também avança. Um dos homens acusado de injúria racial, ao chamar Milla de “Miss Cracolândia”, foi identificado pela Polícia Civil e prestou depoimento na Delegacia Seccional de Avaré, no interior paulista.
A Meta, procurada pela reportagem, optou por não se manifestar sobre o caso. A situação continua a gerar repercussões e destaca a necessidade de medidas mais eficazes contra o racismo nas redes sociais.
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