O PDT anunciou que vai sair da base aliada do governo Lula na Câmara, após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, que está sendo investigado por fraudes no INSS. O líder do partido, Mário Heringer, disse que o PDT não está se opondo ao governo e que vai manter seus cargos na gestão. Ele também mencionou que a bancada do partido pode assinar pedidos de CPI para investigar as fraudes, mas quer que a investigação inclua ações de governos anteriores. Andreazza, colunista do Estadão, destacou que isso pode acabar envolvendo membros do próprio PDT, como Heringer e o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que também estão ligados a questões relacionadas às fraudes. Apesar de deixar a base na Câmara, o PDT continua em outros cargos do governo, o que gerou críticas sobre a permanência do partido na gestão mesmo após o escândalo.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou sua saída da bancada da base aliada do governo Lula na Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu após a saída do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, que enfrenta investigações por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O líder do PDT, Mário Heringer, declarou que a sigla não se opõe ao governo e manterá cargos na gestão. Ele também informou que a bancada está autorizada a assinar pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as fraudes, desde que as investigações incluam eventos a partir de 2019, convocando ministros do governo anterior.
Durante a análise do colunista Carlos Andreazza, foi destacado que a CPI pode investigar membros do próprio PDT, incluindo Heringer e o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Andreazza lembrou que Heringer foi coautor de um pedido que adiou a revalidação de descontos associativos, o que pode complicar a situação do partido.
Apesar do desembarque da bancada, Heringer enfatizou que o PDT não está se unindo à oposição. O partido continua com representações em cargos importantes, como no Ministério da Previdência Social e na presidência do Conselho Fiscal da Brasilprev. Andreazza criticou a manutenção das posições do PDT, afirmando que a cúpula da Previdência deveria ter sido substituída diante do escândalo.
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