Riad Salameh, ex-governador do Banco Central do Líbano, foi preso em Beirut por malversação de fundos e enfrenta investigações internacionais por desvio de milhões de dólares. Ele é acusado de usar dinheiro ilícito para comprar propriedades de luxo e as autoridades libanesas tentam recuperar até 1 bilhão de dólares em ativos. Salameh, que governou o Banco Central por 30 anos, era visto como intocável, mas sua prisão surpreendeu muitos. As investigações sobre ele começaram em 2020 na Europa, revelando que ele e seu irmão desviaram mais de 300 milhões de dólares desde 2002. Seu legado inclui a construção de um sistema financeiro insustentável que levou o Líbano a uma grave crise econômica, com protestos populares em 2019. Salameh também é suspeito de transferências financeiras suspeitas para bancos na Suíça. A situação se agravou quando ele foi encontrado com uma grande quantia em dinheiro não declarada ao chegar à França. As investigações continuam, e as autoridades libanesas buscam controlar os processos para recuperar os ativos desviados.
Riad Salameh, ex-governador do Banco Central do Líbano, foi detido em Beirut por malversação de fundos. Ele enfrenta investigações internacionais por desvio de milhões de dólares. As autoridades libanesas buscam recuperar até 1 bilhão de dólares em ativos ilícitos.
Salameh, que ocupou o cargo por trinta anos, é acusado de desviar centenas de milhões de euros e adquirir propriedades de luxo com recursos ilícitos. As investigações sobre suas práticas financeiras se estendem por diversos países, incluindo Suíça, França e Estados Unidos. A detenção surpreendeu muitos libaneses, que o consideravam intocável.
As investigações começaram em 2020, com o caso Forry, que apura como Salameh e seu irmão teriam desviado mais de 300 milhões de dólares do Banco Central para o exterior desde 2002. A crise econômica do Líbano, considerada uma das mais graves desde o século XIX, é atribuída a práticas fraudulentas que sustentaram um sistema financeiro insustentável.
Consequências e Investigações
As autoridades libanesas agora se posicionam em processos internacionais, buscando recuperar ativos e controlar os desdobramentos das investigações. Jean Tannous, ex-fiscal, estima que os valores envolvidos podem chegar a 1 bilhão de dólares. A pressão internacional tem levado os líderes libaneses a mudar de estratégia, buscando processos que possam ser geridos localmente.
Salameh, que foi elogiado por sua gestão durante décadas, agora enfrenta um futuro judicial incerto. As revelações sobre suas práticas financeiras e o colapso econômico do Líbano têm gerado um clamor popular por justiça e responsabilização. A situação continua a se desenrolar, com novos desdobramentos a cada dia.
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